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Biógrafo: 'Não acredito que Federer voltará ao circuito'

Sexta, 29 de outubro 2021 às 11:29:07 AMT

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Tênis Profissional

O jornalista americano Christopher Clarey, biógrafo do suíço Roger Federer, concedeu uma entrevista ao Super Esporte de Minas Gerais e revelou que acredita que o suíço não volta a competir no circuito profissional.



Clarey, que é repórter especial do The New York Times, está promovendo seu livro: "Federer, o Homem Que Mudou o Esporte", que foi lançado no Brasil pela editora Intrínseca e tem versões em 16 idiomas diferentes.

"Não acredito que ele voltará ao circuito", iniciou Clarey ao ser questionado sobre quando Federer irá se aposentar. O biógrafo do suíço vê a segunda cirurgia no joelho direito como o ponto final.

"É um palpite. Acredito que ele vai perceber, durante seu processo de reabilitação, que o tempo mudou. Os caras novos chegaram. Ele tem muita coisa para fazer na vida dele. Aos 40 anos, vai conquistar mais o quê no circuito? Ele pode até voltar, mas será um retorno lento e difícil. Não acho que conseguirá vencer mais torneios de Grand Slam. E acho que não será feliz se não tiver chances de vencer estes torneios", declarou ele.

Clarey foi questionado se a genialidade de Federer é mais difícil de ser explicada se comparada a de Rafael Nadal e Novak Djokovic, porém, o autor pensa o contrário: "Não acho que seja difícil explicar. Todo mundo que segue tênis pode vê-la. Mesmo quem é de fora do mundo do tênis consegue ver. É como ver Messi num vídeo: 'Veja aquele drible, uau'. O tênis de Roger é muito fácil de admirar, é quase uma dança. Novak e Rafa são diferentes. É mais sobre sensação. Acho que a genialidade de Novak é a mais difícil de ser explicada".

O biógrafo ainda falou sobre o jeito de Federer que é sempre mais apaziguador e acredita que isso se trata de unir o jeito dos pais, a mãe é sul-africana e o pai suíço. Christopher Clarey fez questão de ressaltar que não 'passou pano' para o biografado.

"Se eu tivesse descoberto algum escândalo durante a pesquisa, teria colocado no livro, claro. Minha intenção não era esconder os esqueletos no armário. Roger é o tipo de cara que não gosta de conflito, nem nos negócios e nem na vida pessoal. Ele gosta de manter as coisas suaves. Mas, com certeza, tem um lado controlador e um olho forte em tudo o que faz", disse.

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