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Djokovic é flagrado confraternizando com criminosos de guerra na Bósnia

Quinta, 23 de setembro 2021 às 18:34:14 AMT

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O número 1 do mundo, o sérvio NOvak Djokovic, está no centro de uma polêmica na região dos Balcãs, após ser visto ao lado do criminoso de guerra Milan Jolovic, conhecido como comandante do grupo paramilitar conhecido por 'Lobos de Drina'.



O tenista esteve esta semana na Bósnia e Herzegovina para visitar a região das pirâmides de Visoko e foi fotografado ao lado de Jolovic (foto abaixo), com quem esteve por um tempo. Pessoas filmaram o encontro, que causou polêmica na mídia da região.

Jolovic era um dos comandantes do grupo que foi responsável direto pelo assassinato de mais de 8 mil bósnios mulçumanos na cidade de Srebrenica, conhecido como um dos episódios mais sangrentos durante a guerra da Bósnia no início dos anos 1990. Ao todo, mais de 100 mil pessoas morreram na guerra e o assassinato em massa dos mulçumanos da região é conhecido e julgado como "genocídio bósnio".

Pelo genocídio de Srebrenica, apenas o ex-general bósnio Ratko Mladic, comandante direto de Jolovic, foi condenado por crime de guerra. Milan Jolovic nega até hoje o genocídio e sua participação no mesmo.

A imprensa internacional repercutiu o comentário de um dos mais populares radialistas da Bósnia, Dragan Bursac, sobre o episódio envolvendo o tenista sérvio:  "Djokovic pode ter sido o melhor de todos os tempos, representando todo o planeta e ajudando de um bilhão de maneiras. No entanto, ele está em festas com criminosos de guerra como Radovan Karadzic e Ratko Mladic, canta no casamento do [Mirolad] Dodik e come com os militares que organizaram o genocídio. Podemos dizer que o melhor tenista do mundo, fora das quadras de tênis, atua como Ministro do Interior da Sérvia ".

Esta não é a primeira vez que Djokovic é visto ao lado de acusados de crimes de guerra em algum dos conflitos na região. 

O vídeo abaixo foram feitos há cerca de 5 dias na festa de casamento de Mirolad Dodik, um político bósnio, que também é acusado, porém ainda não julgado, como membro de envolvimento em grupos paramilitares durante a guerra no país.

 

 

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