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O tênis me deixou na merda, afirma Ríos

Segunda, 15 de junho 2020 às 16:42:54 AMT

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Tênis Profissional

Marcelo Ríos, ex-número 1 do mundo, mostrou sua sinceridade ao episódio de Subidos a la red com Alex Corretja e Javier Frana e contou seu relacionamento conturbado com a imprensa, com Pete Sampras, a cabeça e como o tênis o afeta atualmente.



 

 

"Estou muito agradecido por tudo que meu deu o tênis, me ajudou muito,mas mudaria muitas coisas. Fui número 1 com 21 anos, não tinha nem ideia do que acontecia, de repente todos me conheceram e eu sou difícil para a imprensa e vice-versa, não sei tratar-los. Se tivesse sido número 1 com 26 ou 27 anos, teria desfrutado mais. Ninguém te ensina a lidar com a fama. Quando disse que se fosse número 1 me retiraria eu disse a verdade. Maso melhor que agora estaria vendendo batatas fritas"

Sobre a relação com Sampras, Ríos comentou: "O tênis me deixou na merda, destruído. Estou mal da cabeça, não é que seja um Gaston Gaudio, que inventa histórias, é um mentiroso, não acredito em nada. Fiquei na merda fisica e mentalmente, tocado. Viajar, os hoteis, treinar, a rotina me matou. Haviam pessoas que não me caíam bem, momentos difíceis com a ATP. Para mim ir a Wimbledon era um sacrifício. Além do mais, o circuito era chato, com Sampras era muito chato. Ia péssimo com ele, mesmo que tivessemos o mesmo empresário. Lembro de convidá-lo para uma exibição no Chile e dizê-lo que se fosse fazer exibições, iria bem, lembrar um pouco o resultado e mais. Ganhei 7/6 no terceiro e ficou chateado e me disse 'sabe quem eu sou ?'. Creio que ia bem com todos, o que acontece é que fora de quadra era diferente, com os jornalistas, mas com tenistas eles iam bem comigo. Sou muito frontal, digo o que penso, não posso guardar coisas, doam ou não. Mas nunca fiz mal tentando ser mais que ninguém".

Ríos comentou mais sobre a relação com a mídia: "Sempre disse que para comentar tênis é preciso ter sido tenista. Me encanta como comenta Frana porque jogou tênis. No meu país não queriam falar de tênis e nessa época era terrível. Fiz um escudo, o Chino Ríos, não Marcelo. Saía sempre na imprensa que ia a um lugar e nunca havia estado lá. As falácias naquela época me matavam".

 

 

 

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