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Djokovic: "Não tenho dúvidas de que joguei dois sets sem falhas"

Quinta, 28 de janeiro 2016 às 09:19:29 AMT

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Tênis Profissional

Após a vitória por 3x1, Djokovic falou, em coletiva. O número um deu uma ótima entevista falando de seus méritos na grande vitória de hoje, a dificuldade de jogar contra Federer, o domínio no circuito e suas batalhas mentais.



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Sobre o jogo, Djoko admitiu que os primeiros sets foram mais fáceis, mas alegou ter sido ‘uma batalha’ a partir da terceira parcial. “Joguei dois sets maravilhosos nos dois primeiros sets, mas é necessário contra Federer. Ele controla o ritmo do jogo, vem à rede. Consegui jogar muito bem, controlar, mas no final foi uma batalha”.

Perguntado se foi o melhor primeiro set de sua vida, ele respondeu. "Já houve partidas em que joguei um tênis tão bom quanto [no primeiro set]. Mas, contra Roger, foram os dois melhores sets que já joguei contra ele. Tive momentos muito bons em sets, mas este foi realmente especial. Fico satisfeito por poder jogar da forma que consegui do início ao fim”.

Sobre o momento em que Federer ‘entrou no jogo’, no terceiro set, Djoko não se mostrou surpreso. “Você sempre espera que, após dois sets, um jogador do calibre de Federer irá começar a jogar melhor. Ele elevou seu percentual de primeiro saque, começou a usar muito bem o slice e se posicionou melhor dentro de quadra. Também começou a ser mais agressivo”.

“Não acho que fiz muitas coisas erradas no terceiro set; eu ainda estava jogando um tênis muito sólido, ele que mereceu vencer”, disse, dando créditos ao suíço pela vitória na terceira parcial.

“No quarto [set], servi muito bem, num nível muito alto. Fui muito paciente, eu sabia que a oportunidade iria aparecer. Quando aconteceu, eu a aproveitei e consegui vencer em quatro sets”.

Falando sobre conseguir superar uma partida em que jogou mal, como contra Simon, Djokovic falou de seus títulos anteriores. “A maioria dos Grand Slams que venci na minha carreira teve um jogo muito duro de cinco sets, e me ajudou a jogar melhor depois".

“Seu melhor [nível] muda de dia para dia. Como eu disse, não é possível jogar dessa forma sempre. Você tenta apresentar o seu melhor. Claro, quando você joga contra um de seus maiores adversários, alguém do nível de Roger, isso requer muito foco, determinação e uma preparação diferente  para a partida, distinta de todos os outros confrontos. Por isso, acredito, apresentei uma grande quantidade de auto confiança, intensidade e concentração. Quero dizer, joguei um tênis sem falhas por dois sets, disso não tenho dúvidas”, analisou Djoko.

Por fim, perguntado sobre sua frase - "Claro, tenho muitas batalhas mentais comigo mesmo, e isso é importante. Tenho mais convicções do que dúvidas, no fim do dia" -, na entrevista em quadra, ele disse. “Vem das minhas experiências, eu acho. No fim do dia, você está batalhando contra si mesmo, principalmente. Há tantos jogadores batendo bem na bola por aí. Sendo ou não capaz de lidar com a pressão nestes momentos, lutar contra alguns dos melhores jogadores do mundo por um dos troféus de Grand Slam, é claro que há muito em jogo. As emoções sobem e descem, é importante controlá-las”.

“Você passa, durante um jogo, e até antes dele, por diferentes tipos de pensamento. Mesmo que às vezes não pareça natural, você tem que tentar sempre estar no lado positivo [dos pensamentos]. É por isso que eu falei aquilo”, finalizou o número um do mundo.

“Roger e Rafa contribuíram muito para minha carreira. Jogamos tanto, no início foi muito difícil. Eles são parte da minha melhora, fico feliz de, agora, jogar num nível em que posso batê-los”, disse o número um, sobre como os dois maiores rivais da carreira o fizeram um jogador melhor.

Questionado se seu domínio seria maior nos próximos três anos, levando em conta que ele tem mais de 20 vitórias contra Federer, Nadal, Murray e Wawrinka e não aparecem outros jogadores capazes de batê-los – a mesma pergunta foi feita para Federer, que se irritou -, o tenista de Belgrado foi cauteloso. “É difícil dizer o que esperar do futuro. Obviamente, o tênis é diferente hoje do que ele era há dez anos, quando eu comecei. É mais difícil para os jovens ascenderem meteoricamente e desafiar os melhores do mundo. O tênis está mais físico hoje em dia e demanda cada vez mais em cada aspecto. Claro, houve casos como Boris Becker ou Michael Chang, que com 16, 17 ou 18 anos eram campeões de Grand Slam. É difícil dizer se irá se repetir, o futuro não está em nossas mãos”.

“É esperado que surjam novos jogadores, uma nova geração, como [Nick] Kyrgios e [Alexander] Zverev. Eles vêm mostrando um grande tênis, capaz de desafiar os melhores. Mas, para manter esse nível durante o ano inteiro e ser realmente consistente, é necessário muito mais que somente um bom jogo. Eu, pessoalmente, vou tentar me manter aqui [no topo] quanto eu puder. Se serei dominante ou não nos anos que virão, eu não posso lhe responder. Só posso dizer que darei meu máximo para continuar jogando neste nível”.

Quando perguntado sobre poder igual o histórico australiano Roy Emerson e chegar ao sexto título do major australiano, ele, mais uma vez, falou das memórias. “É o primeiro Grand Slam que ganhei, em 2008. Toda vez que piso aqui lembro disso,  fico feliz sempre por voltar aqui e conseguir jogar o meu melhor. Quero vencer mais vezes”

Sobre enfrentar Raonic ou Murray pelo título, Nole comentou que ‘será muito difícil’. “Estou esperando o inesperado. Milos melhorou seu serviço, seu jogo de fundo de quadra, sua movimentação, ele está em grande forma. Andy tem muito apoio aqui, está jogando demais. Seria muito difícil contra qualquer um dos dois. Vou aproveitar meu descanso agora”.

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