O sérvio Novak Djokovic, quinto da ATP, conversou com os jornalistas em coletiva de imprensa e comentou o processo executado pela Associação dos Atletas Profissionais de Tênis (PTPA) contra os órgãos do tênis.
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Um dos fundadores da PTPA, o sérvio Novak Djokovic foi questionado sobre o que achava do processo promovido pelo órgão contra a federação internacional (ITF) e as associações profissionais (ATP e WTA) na justiça europeia.
Djokovic contou aos jornalistas que não está muito 'por dentro' desta demanda, que segundo a PTPA foi realizada após ouvir 250 atletas entre homens e mulheres e que traz assinaturas como a do australiano Nick Kyrgios e a romena Sorana Cirstea.
O sérvio pontuou: "Não assinei a apresentação porque há outros jogadores mais envolvidos nessas questões. Fiz isso por muitos anos, quando estava totalmente ativo. Estarei apoiando para que mais jogadores possam viver do tênis", pontuou ele afirmando que na atualidade no máximo 400 pessoas entre homens e mulheres vivem como tenistas profissionais em todo o mundo, mesmo o tênis sendo provavelmente um dos quatro esportes mais populares do mundo numa escala ao lado do cricket.
“Eu nunca fui fã e apoiador da divisão em nosso esporte, mas sempre lutei por uma melhor representação, influência e posicionamento dos jogadores globalmente em nosso esporte, o que eu acho que ainda não é onde deveria estar”, disse Djokovic.
“E (também não é) onde a maioria dos jogadores acha que deveria estar, não apenas em termos de prêmio em dinheiro, mas em termos de muitos outros pontos que também foram declarados naquele documento”, seguiu.
“Eu realmente espero que todos os órgãos governamentais (ITF, ATP e WTA), incluindo a PTPA, se unam e resolvam essas questões”, seguiu o sérvio que parece concordar com o espanhol Carlos Alcaraz que nesta quarta-feira afirmou não estar por dentro do processo e não concordar em sua totalidade com as demandas.
“Este é um processo clássico, então advogados para advogados. Então, para ser bem franco com você, há coisas com as quais eu concordo no processo, e também há coisas com as quais eu não concordo. E eu descobri que talvez algumas palavras foram bem fortes ali, mas eu acho que a equipe jurídica sabe o que está fazendo e que tipo de terminologia eles devem usar para obter o efeito certo”, finalizou.