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É um pecado não apreciar o jogo de Sinner

Sexta, 02 de abril 2021 às 18:51:51 AMT

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Tênis Profissional

Por Gustavo Loio - É recorrente o debate sobre quais nomes da nova geração vão se firmar no top 10 nos próximos anos. Afinal, quem não gosta de apreciar as promessas do tênis?

 



Pois o italiano Jannik Sinner é o nome da vez. Domingo, ele disputará, em Miami, aos 19 anos, sua primeira final de Masters 1000.

O estilo de jogo desse prodígio chama a atenção em vários aspectos. Um deles é a agressividade de seus golpes. Sinner é uma máquina de fazer winners (jogadas indefensáveis). Nesta sexta, contra o experiente espanhol Roberto Bautista-Agut, foram 37, contra apenas 12 do rival.

Sinner também encanta pela tranquilidade que vem demonstrando a maior parte do tempo. Fora um momento em que ameaçou jogar a raquete no chão no segundo set, o italiano mostrou sangue frio em momentos decisivos. Como no sétimo game da segunda parcial, quando saiu de 0/40 e salvou, ao todo, quatro breaks.

Embora prefira comandar o jogo e distribuir pancadas do fundo de quadra, o jovem italiano também costuma ir bem quando vai à rede.

Primeiro de seu país a chegar à decisão na Flórida, Sinner vai duelar contra o russo Andrey Rublev ou diante do polonês Hubert Hurkacz pelo título. Nova pedreira, certamente.

Mas, independente de ser campeão ou não, o número 31 do mundo parece ter chegado pra ficar entre os melhores. Tomara.

Até porque é um pecado não admirar o estilo de jogo empolgante do prodígio italiano.

 

Sobre Gustavo Loio

 

Jornalista formado em 1999 e pós-graduado em Assessoria de Comunicação, já trabalhou com Gustavo Kuerten. E, também, nas redações da Infoglobo (O Globo, Extra e Época), do Diário Lance! e do Jornal O Dia, além do site oficial do Pan de 2007, no Rio.

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