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Boscardin: 'Guga cobra que mantenhamos os pés no chão pro profissional'

Terça, 25 de fevereiro 2020 às 08:00:00 AMT

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Tênis Profissional

Por Marden Diller – Convidado para a disputa do quali do Rio Open, o catarinense Pedro Boscardin Dias, de apenas 17 anos, é uma das grandes promessas para o futuro do tênis brasileiro.



Atual 32º colocado do ranking juvenil, o brasileiro tem pouca experiência em torneios do circuito profissional ainda sem pontuar no ranking com participação em quatro eventos.

Dando um grande salto, Boscardin enfrentou o eslovaco Jozef Kovalik, de 27 anos e 122º do ranking pelo qualificatório do Rio Open no último sábado, saindo derrotado por 6/3 6/1.

Durante a semana do torneio, o jovem que treina na RS Tennis em Joinville (SC) conversou com o Tênis News e falou sobre a experiência de disputar um torneio do nível de ATP 500 pela primeira vez na carreira.

“Foi super legal, experiência ótima. Sempre bate um pouquinho de nervosismo, ainda mais que foi na quadra central, tinha bastante gente vendo. Mas faz parte isso, depois dos dois primeiros games a gente vai se soltando. Foi muito legal, consegui aproveitar bastante do jogo, pegar muita experiência, e isso foi principal”.

Além de ter experimentado a sensação de atuar na quadra central do maior torneio da América do Sul, o jovem ainda treinou com algumas das maiores estrelas do torneio, dentre elas o italiano Lorenzo Sonego, top 50 e quadrifinalista do Masters 1000 de Monte Carlo em 2019, além de Pablo Cuevas, campeão do torneio em 2016.

“Hoje (segunda) treinei com o Moutet e com o Sonego, mas durante a semana vim treinando com a galera do quali e agora vou ficar até quinta aqui mantendo essas atividades. Eles não falam muito né? Mas a experiência toda de lidar com essa galera é muito boa”.

Com presença confirmada nos torneios Challenger de Florianópolis e Olimpia, Boscardin abriu mão de disputar o Banana Bowl e um torneio GB1 — ambos juvenis — para marcar presença no Rio Open. Os pontos que deixou de conquistar podem fazer falta para entrar em Roland Garros. Questionado sobre isso, o jovem não se mostrou preocupado, afirmou que fez o certo ao vir para o Rio e comentou aspectos de sua transição.

“Difícil não foi, né?”, brincou sobre a escolha do Rio Open no lugar dos dois torneios juvenis. “Aqui é um ATP 500. Nos próximos anos é difícil ter outra oportunidade a não ser aqui no Rio, onde temos a organização nos presenteando com um convite. A gente sabe que o juvenil passa, né? É uma experiência muito boa, muito legal e tudo mais, mas é uma coisa que passa, então quanto mais rápido eu puder ir para os torneios profissionais é nesse caminho que vou”.

“A razão de jogar o juvenil, principalmente, é por causa dos Grand Slams. Com o ranking que estou hoje, se eu não entrar direto, talvez precise jogar um ou dois torneios a mais pra garantir. Isso é o principal do juvenil, né? Poder ter a experiência dos Grand Slams”.

Membro do Time Guga e com boa ligação com o tricampeão de Roland Garros – sua mãe correu o circuito estadual juvenil com Kuerten -, Boscardin tem sido constantemente orientado pelo ex-número 1 do mundo e tricampeão de Roland Garros, que procura manter seus pupilos sempre com os pés no chão, principalmente quando o assunto é a fase de transição.

“O Guga fala sempre pra gente focar muito no profissional. Não é esquecer o juvenil, mas ficar sempre olhando pra frente. Como eu falei, é uma fase passageira, é como se fosse uma ficção, pois jogamos torneios top e quando voltamos para o profissional é só Future, então acredito que o caminho seja o foco total no profissional mesmo”.

“Eu estou bem tranquilo, na verdade, pra essa parte da transição, pois eu penso bastante que se eu estiver jogando e treinando bem uma hora o resultado vem. Isso é o mais importante. Eu sinto que estou jogando bem, essa semana aqui treinando com um pessoal muito melhor que eu, elevo meu nível e fico mais confiante”.

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