A mãe e empresária do dinamarquês Holger Rune, Aneke, comentou o polêmico caso de doping do número 1 do mundo, o italiano Jannik Sinner, que foi julgado inocente em agosto de 2024 e que por recurso da WADA foi punido em 3 meses este ano.
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“Se você ler um pouco sobre clostebol, verá como ele pode ser assustadoramente fácil de ser transferido para outras pessoas se tiver sido usado por terceiros. Isso, eu acho, é quase a coisa mais assustadora sobre esse caso. Pense em quantos fãs você dá high fives (cumprimentos), superfícies que você toca, etc”, declarou a mãe do dinamarquês ao portal de seu país Ekstra Bladet.
Aneke Rune ainda opina que é necessária atenção na porcentagem de uma substância para que um teste seja considerado positivo: "Caso contrário, os jogadores ficarão neuróticos. Agora, o clostebol é um medicamento de prescrição na maioria dos países e, portanto, há pouco risco de transmissão. Mas não na Itália. Deve ser como consequência de todos os casos que eles tiveram, para proteger seus atletas. Mas pode haver outras substâncias que também são facilmente transmitidas e, portanto, é importante observar os valores e limite mais baixos, para que os atletas não acabem se isolando completamente.”
“Li recentemente sobre um atleta que encontrou traços de algo que ocorre em álcool forte, mas que, isoladamente, pode melhorar o desempenho. Há também bifes em que a vaca comeu esteroides, que aparecem em testes - esse também é um problema que vários atletas encontraram”, lembrou ela e que é justamente o caso do brasileiro Nicolas Zanellato, que conseguiu provar sua inocência em processo antidoping por ter ingerido carne contamidada.
“Eles não podem ficar isolados de todas as pessoas e comer bananas orgânicas o dia todo por medo de um teste mostrar 0,00000000001 vestígio de alguma coisa”, ainda ressaltou a empresária.
Na contramão da maioria das pessoas que opinam que a pena de três meses aceita por Sinner é justa, Aneke a acha severa demais: "Pessoalmente acho que três meses e um ano de tempo de processamento é muito longo. Não conheço os detalhes do caso individual o suficiente para dizer se é razoável. Esse é o conselho da WADA (Agência Mundial Antidoping)”.
“Ao ler isso, acho que a maioria das críticas dos atletas é que há diretrizes muito diferentes em casos individuais, onde há acidentes óbvios e não doping intencional”, seguiu ela. “Mas também acho que essa é uma das áreas, como os valores/limite, que a WADA e a ITIA devem analisar após os casos recentes; que, por exemplo, não deve levar mais do que um máximo de x dias para confirmar se há envenenamento ou não, para que os atletas possam retomar rapidamente suas carreiras e não ficar de fora por um ano porque algumas pessoas do escritório mexem em algumas análises com 0,000000001 mg", concluiu.