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50 fatos sobre o cinquentão Fernando Meligeni

Segunda, 12 de abril 2021 às 13:55:11 AMT

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Tênis Profissional

Por Ariane Ferreira - Nesta segunda-feira, 12 de abril de 2021, Fernando Meligeni, o Fininho, completa 50 anos de vida e os celebra de volta aos canais ESPN como comentarista. Presente para os fãs do esporte que gostam de acompanhar suas análises.



Para comemorar o aniversário de um dos maiores tenistas brasileiros da Era Aberta do tênis, o Tênis News preparou uma seleção de 50 fatos da carreira e vida deste canhoto natural de Buenos Aires, que aos 5 anos de idade se mudou com a família para o Brasil.

  1. Fernando Meligeni optou pela nacionalidade brasileira a contra gosto dos pais. "Minha mãe se opôs totalmente. Ela me ajudou a minha vida inteira, mas a única coisa que ela não me ajudou foi a fazer o documento de brasileiro. Ela era veementemente contra. Assim como minha irmã e meu pai. Então, mas eu era coração, eu achava que eu tinha que fazer", revelou ele ao UOL.
  2. Mesmo assim, durante parte de sua carreira, para imprensa foi "argentino naturalizado brasileiro", principalmente quando perdia.
  3. A situação mudou de figura após sua campanha nos Jogos Olímpicos de Atlanta 1996, onde passou a não tolerar mais ser chamado assim.
  4. Em Atlanta, inclusive, Meligeni conquistou o melhor resultado brasileiro do tênis em Jogos Olímpicos, perdeu do indiano Leander Paes na disputa do bronze.
  5. Neste jogo, Meligeni disparou 24 bolas vencedoras no melhor estilo 'defesa de linha de base + ataque com forehand'.
  6. Estes Jogos Olímpicos quase não aconteceram para Meligeni, já que o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) da época, Carlos Arthur Nuzman, não queria permitir a entrada de Meligeni na disputa, fosse via ranking ou convite. Também ao UOL, Meligeni revelou que o banqueiro Antonio Carlos de Almeida Braga, falecido em 2020, foi quem pressionou Nuzman a deixá-lo competir. "Ficou muito claro para mim que o motivo era porque eu era argentino", desabafou.
  7. Sua 1ª partida profissional foi uma derrota em três sets de Gilvado Barbosa, em agosto de 1989, num torneio em São Paulo.
  8. A ATP considera sua "profissionalização" em 1990, ano em que venceu dois jogos e perdeu outros dois.
  9. Sua 1ª temporada completa no circuito foi em 1991.
  10. Foi neste ano, inclusive, que ele alcançou sua 1ª vitória em nível ATP diante de Rodrigo Faria na estreia do ATP de Brasília.
  11. Sua 1ª participação em torneio do Grand Slam foi entrada direta na chave principal do US Open 1992. Ali, perdeu na estreia do norte-americano Tommy Ho.
  12. Em 1994 jogou em Roland Garros pela 1º vez, caiu na estreia numa batalha em 5 sets contra o espanhol Alex Corretja. Naquele ano, Guga Kuerten foi campeão juvenil nas duplas ao lado do equatoriano Nicolas Lapenti.
  13. Anos mais tarde, a dupla Meligeni/Kuerten conquistaria 5 títulos ATP entre 1996 e 1998 (Santiago, Estoril, Bolonha, Sttutgart e Gstaad). 
  14. Meligeni conquistou ainda outros 2 títulos em duplas na carreira: Bogotá 1997, ao lado do argentino Luis Lobo e Casablanca 1999, ao lado de Jaime Oncins.
  15. Fernando Meligeni nunca perdeu uma final de ATP nas duplas.
  16. Sua 1ª semifinal de simples em nível ATP o levou à sua 1ª final. Foi na Cidade do México 1995, onde perdeu do austríaco Thomas Muster, então 19º e que viria a ser Nº1 no ano seguinte.
  17. Meses depois, ergueu seu 1º ATP em Bastad ao derrotar Christian Ruud, pai de Casper Ruud, na grande final.
  18. Meligeni rompeu a barreira dos 100 melhores do mundo em 13 de setembro de 1993, como 99º.
  19. Ele foi o 15º brasileiro a furar esta barreira desde a fundação da ATP e início da Era Open em 1972.
  20. Fininho esteve entre os 100 melhores do mundo por 10 anos consecutivos.
  21. A barreira do top 50 foi ultrapassada em 08 de junho de 1998, então como 49º.
  22. Em 1999, fez sua melhor campanha em um Grand Slam, alcançando a semifinal de Roland Garros, sendo derrotado pelo ucraniano Andrei Medvedev em quatro sets.
  23. Na campanha ele venceu o vigente Nº3 Patrick Rafter e atropelou, o então vice-campeão do torneio, Corretja com placar de 6/2 6/2 6/0.
  24. Após o torneio, Meligeni escalou impressionantes 28 posições e figurou pela 1ª vez na carreira no top 30 como 26º.
  25. Com o resultado em Roland Garros, Meligeni passou a não admitir ser chamado de "zebra", como declarou à Folha na época 
  26. Seu melhor ranking da carreira chegou em 11 de outubro de 1999, como 25º.
  27. Em toda sua carreira, Meligeni enfrentou tops 10 por 36 oportunidades e venceu nove destes confrontos.
  28. O 1º jogo contra um top 10 foi contra Medevdev (aquele de Roland Garros), que então 8º da ATP, que derrotou Fininho em 4 sets pela estreia do US Open 1993.
  29. Sua vitória mais importantes destas é contra o norte-americano Pete Sampras, no Masters de Roma em 1999. Meligeni entrou na chave saindo do quali e o venceu nas 8ªs de final em sets diretos.
  30. Fino nunca venceu o então Nº 1 do mundo, mas os enfrentou apenas três vezes (Guga Kuerten e Andre Agassi).
  31. Em Acapulco 2001, Meligeni encarou Guga Kuerten então Nº1, nas quartas de final e acabou abandonando a partida.
  32. Guga e Fininho se enfrentaram 5 vezes no circuito profissional, todas vencidas pelo Manezinho da Ilha.
  33. Meligeni tem 3 troféus em nível ATP (Bastad já citado; Pinehurst em 1998 superando o ex-Nº1 Mats Wilander; e Praga 1998 superando o tcheco Slava Dosedel).
  34. Entre ex-Nº1, o russo Yevgeny Kafelnikov foi quem mais perdeu de Meligeni e em 1998 chegou a ser derrotado pelo brasileiro duas vezes, como 6º (Praga) e 7º (Gstaad) da ATP.
  35. Fino disputou 58 jogos de chave principal de Grand Slam na carreira e venceu 25 deles.
  36. Em toda sua carreira, ele venceu apenas um jogo disputado na grama, uma surpreendente vitória sobre o argentino Guillermo Coria, então 26º da ATP, com placar de 6/4 3/6 0/6 6/4 6/3.
  37. Foram 706 partidas profissionais, das quais 384 foram vitórias.
  38. O piso em que mais venceu foi no saibro, 161 vitórias em 292 jogos.
  39. O jogador que Fino mais enfrentou na carreira foi o argentino Herman Gummy, a quem encontrou 10 vezes e venceu oito vezes.
  40. Entre os melhores de sua geração, o espanhol Alex Corretja foi quem Meligeni mais enfrentou, oito oportunidades e das quais conquistou duas vitórias.
  41. A 1ª convocação de Meligeni para a Copa Davis foi em 1993, para enfrentar a Bélgica, fora de casa, pela 1ª rodada do grupo mundial. Ele perdeu as duas partidas que jogou e o Brasil saiu derrotado do confronto.
  42. Ao todo foram 19 convocações entre 1993 e 2002, com 13 vitórias e 16 derrotas representando o país.
  43. Sua mais importante vitória no torneio foi no 5º jogo do confronto de quartas de final em 1995, diante da Eslováquia, no Rio de Janeiro, em então 27º do mundo, bateu Karol Kucera, 41º em 4 sets e de virada, levando o Brasil à semifinal, onde acabou dominado pela Austrália de Hewitt e Rafter.
  44. Em nível Challenger foram 7 títulos, dos quais apenas dois, Cairo (1996) e Guadalajara (2000), não foram conquistados em quadras brasileiras.
  45. Em 13 de março de 2010, ao lado de Guga, Meligeni deixou as marcas de suas mãos para a calçada da fama do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
  46. Seu último jogo profissional foi a final do Panamericano de Santo Domingo em 2003, na qual venceu o ex-Nº1 do mundo, o chileno Marcelo Ríos, com placar de 5/7 7/6 (6) 7/6 (5), tendo virado quando perdia a partida em 5/7 4/5 no segundo set.
  47. Fininho é casado há mais de uma década com a atriz Carol Hubner. O casal tem dois filhos, Gael (10 anos) e Alice (6).
  48. Na TV, além da ESPN, Meligeni já trabalhou na MTV, Tv Cultura e SporTv, sempre falando de esportes.
  49. Na MTV, Meligeni era um super-herói da 1º temporada do desenho animado Megaliga MTV. Seu superpoder vinha de uma raquete especial e ele odiava ser chamado de "Fininho".
  50. Fernando Meligeni já escreveu 3 livros. Para além de sua biografia com texto de André Kfouri, "Aqui Tem"; publicou "6/0 Dicas do Fino: Ensinamentos de um Campeão do Tênis" (2016) e "Jogando junto: 132 insights para te ajudar em quadra" (2019), ambos com dicas para profissionais e amadores, foram editados pela Generale.
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