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Após cancelar Madri, López confessa; 'Estou mais preocupado com 2021'

Quinta, 06 de agosto 2020 às 08:20:05 AMT

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Tênis Paulista

Em entrevista ao jornal espanhol Marca desta quarta-feira, o ex-top 15 e diretor do Masters e WTA Premier de Madri, Feliciano López, revelou os motivadores do segundo cancelamento do torneio neste ano. Feli também mostrou-se negativo a respeito da temporada 2021.



“Quando fomos nos reunir com Antonio (Zapatero - ex-tenista e chefe do combate ao COVID-19 na capital espanhola) já sabíamos que a situação tinha piorado. Já estávamos vendo as notícias, mas queríamos estar seguros porque as vezes se ampliam as coisas e outras se diluem. Quando nos disseram que na Comunidade de Madri (nome da província da capital) como estava a situação de verdades, percebemos que não vale a pena. Não podemos correr o risco de fazer algo colocando alguém em risco. Não podemos estar na imprensa porque um jogador, dois ou três, ou um árbitro, se contagiaram. O torneio não será realizado porque não queremos por em risco a saúde de ninguém, e porque, infelizmente, a situação em Madri piorou das duas últimas semanas”, comentou o dirigente.

O tenista e dirigente vê a temporada 2021 ainda mais complicada de acontecer, revelou ao ser questionado sobre o fim da temporada: “Eu estou mais preocupado com o ano que vem. Em 2020 se jogará o que for possível jogar. Mas acredito que em janeiro a situação será igual a de agora. Depois da Austrália é preciso ir à América do Sul, ao Rio de Janeiro, ao México, a Miami, a Indian Wells… Pra mim o problema está em 2021. Até que não haja uma vacina, o tênis terá dificuldades”.

Feli revelou ainda que o governo espanhol estava bastante inclinado a receber os tenistas vindos dos Estados Unidos sem a necessidade de cumprir quarentena, mas preservando a “bolha” sanitária do torneio.

López comentou que estava atuando para ter 30% de público presente no torneio foi questionado se os torneios conseguirão se manter sem a presença de público. “O tênis não é o futebol que cobra muito dinheiro pelos direitos de transmissão  televisiva. Apenas colocaria à parte os Grand Slams, que podem jogar sem público. Nosso esporte, em geral, não pode funcionar sem torcedores”, opinou.

 

 

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