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Murray está estudando sobre racismo e diz que igualdade é 'direito básico'

Quarta, 24 de junho 2020 às 14:50:25 AMT

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O escocês ex-número 1, Andy Murray, revelou estar buscando aprender sobre o movimento negro, que para ele e importante, "direito humano básico". Ativista contra o sexismo na sociedade, Murray não acha que o esporte está alheio.



"Obviamente, com tudo o que aconteceu nas últimas semanas a partir do assassinato de George Floyd nos Estados Unidos, foram obviamente cenas chocantes", disse Murray que iniciou a partida de joelhos, imitando o gesto do quarterbacker americano Colin Kaepernick em seus protestos contra o racismo sistêmico nos Estados Unidos.

"Como o sexismo, o mesmo se aplica ao racismo - meus sentimentos são os mesmos. Algumas pessoas veem isso como algo radical, eu pessoalmente não. Eu apenas sinto que todos devem ser tratados da mesma forma, não importa o seu sexo, cor da sua pele, origem, religião", seguiu.

"É um direito humano bastante básico que todos sejam tratados exatamente da mesma maneira e com as mesmas oportunidades. Mas estou ciente de que obviamente não é o caso agora", ressaltou o ex-número 1 do mundo.

"Estou tentando o meu melhor para aprender e entender um pouco mais sobre o movimento 'Black Lives Matter' [Vidas Negras Importam], o racismo sistêmico, e o esporte também não está livre disso", ressaltou.

Murray ainda revelou que por conta própria buscou verificar a representação negra no comando dos esportes na Inglaterra, que tem uma população de 56.287.000 de pessoas, de acordo com dados oficiais do governo emitidos pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS). Cerca de 11% da população do país é negra.
"Vi um estudo das posições do conselho em todos os órgãos dirigentes dos principais esportes da Inglaterra outro dia e acho que existem três das 139 posições que foram ocupadas por negros", considerou.

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