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Berrettini avisa Djokovic que não fará doação ao fundo de apoio a tenistas

Quarta, 20 de maio 2020 às 06:35:00 AMT

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Tênis Profissional

Em entrevista à Eurosport italiana, em declarações repercutidas pela agência de notícias Reuters, o italiano Matteo Berretini, se posicionou contra a 'vaquinha' feita entre o top 100 para apoiar tenistas de baixo ranking e avisou Novak Djokovic.



“Eu tirei um tempo para refletir sobre minhas prioridades, não porque eu não respeite os outros jogadores, é porque eu acredito que nenhum jogador - de nenhum esporte - deva ser colocado na posição de ajudar outro jogador financeiramente", iniciou o tenista ao ser questionado sobre o tema.

“Acho que a responsabilidade disto pertence às federações, a ITF [Federação Internacional de Tênis], ATP [Associação dos Tenistas Profissionais], WTA [Associação das Tenistas Profissionais].... são eles quem realizam torneios, e nós, os jogadores, os pagamos com nossas performances", continuou. "Eles têm de cuidar de nós. O problema real é mais profundo".

"Nós precisamos investir dinheiro de um modo diferente para ajudar os jogadores de baixo ranking", sugeriu o italiano oitavo do ranking da ATP.

Berrettini faz parte do grupo do top 20 que pela 'cota' do projeto apresentado aos colegas pelo presidente do Conselho dos Jogadores, o sérvio Novak Djokovic, teriam de doar o equivalente a US$ 5 mil ao fundo. O italiano revelou ter falado diretamente ao sérvio: 'Conversei com Djokovic e ele me disse: 'Não tem problema Matteo, a doação não é obrigatória. É algo com o qual você pode concorda se você sentir que sim. Se você prefere comprar máscaras para hospitais como o Spallanzani* ou ajudar famílias que precisam, eu respeito isso'", revelou e ainda destacou: "É esta a mensagem que precisa ser espalhada fora do círculo de jogadores".

 

*O Instituto Spallanzani é um dos mais importantes polos de tratamento de doenças infecciosas da Europa. Localizado em Roma, foi a referência para o tratamento do Ebola. Durante a crise da COVID-19, em fevereiro deste ano, o instituto foi o primeiro a sequenciar o genoma do vírus SARS-CoV2, responsável pela doença.

 

Foi o estudo do instituto italiano que concluiu que a melhor ação para parar a doença é a criação de uma vacina. Este mesmo estudo auxilia iniciativas científicas de todo o mundo, acelerando parte do processo de desenvolvimento de vacinas, dado o conhecimento do genoma do vírus.

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