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Blog aponta calotes da Koch Tavares como razão do fim do Brasil Open

Quinta, 19 de dezembro 2019 às 14:29:30 AMT

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Tênis Profissional

Uma nova informação divulgada nesta quarta-feira balançou o circuito de torneios de tênis no Brasil. Segundo uma documentação, constantes calotes da Koch Tavares teriam sido os principais motivadores para o fim do ATP 250 de São Paulo, o Brasil Open.



Segundo uma publicação do ‘Olhar Olímpico’, as reclamações dos credores lesados pela Koch Tavares chegaram até a Octagon Internacional — dona da data — que enviou uma carta ao presidente da empresa, Luis Felipe Tavares, e à Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) no último dia 25 de novembro.

"A Octagon forneceu numerosos indícios de importantes violações do acordo, como indicado em cartas de março de 2016, fevereiro de 2017, março de 2018 e junho de 2019. Apesar das cartas, a Koch não conseguiu resolver essas importantes violações. Além disso, importantes violações adicionais parecem surgir todos os dias, pois a Octagon ficou ciente de que a Koch não pagou vários fornecedores e parceiros", diz a carta a qual o Olhar Olímpico teve acesso. "Esses fornecedores e parceiros contactaram a ATP diretamente. Além de deixar de pagar, as ações da Koch Tavares prejudicaram a reputação da Octagon e colocaram em risco a sanção do torneio".

A Octagon Internacional também informou a rescisão imediata do contrato e garantiu que o fim da parceria não isentava a Koch Tavares de seus compromissos financeiros.

Vale lembrar que, em 2017, o Tênis News conversou com exclusividade com os brasileiros Bruno Soares e Marcelo Melo, membros do Conselho de Jogadores da ATP na época, que revelaram planos de ação e alternativas da própria ATP para ajudar o torneio, como alteração de data ou de local. Tais mudanças seriam decididas para 2019 com base na performance do evento em 2018.

“Quanto ao torneio de São Paulo a ATP está buscando alternativas para ajuda-lo, seja alguma mudança de data ou alguma mudança de local. Mas por enquanto não tem nada confirmado, pois as coisas estão sendo estudadas. Teremos sim muitas mudanças em 2019, mas sem dúvida o ano de 2018 servirá como termômetro para tais mudanças”.

“Os tenistas têm voz ativa em todas as mudanças que ocorrem nos torneios. Seja em caso de mudança de piso ou de locação do torneio, pois são muitas coisas que precisam ser analisadas, já que às vezes uma mudança de piso pode ameaçar uma gira inteira”, pontuou Melo.

Procurada pela redação, a organização do torneio informou, por meio de sua assessoria, que não comentaria o caso a princípio.

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