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Empreiteiras usavam apelidos de ex-tenistas brasileiros para fraudes no metrô

Segunda, 18 de dezembro 2017 às 22:49:48 AMT

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Tênis Profissional

A Operação Lava Jato avança pelo país e nesta segunda-feira divulgou um cartel em obras de sete estados brasileiros do metrô mais o Distrito Federal por intermédio de cinco das maiores empreiteiras do país. Fotos: Estadão



O curioso é que elas utilizavam o codinome Tatu Tênis Clube em alusão ao Tatuzão, máquina que faz a escavação de obras do metrô, e ao tênis. As empreiteiras utilizavam-se de quatro ex-jogadores brasileiros em seus codinomes, Gustavo Kuerten, Thomaz Koch, Carlos Alberto Kirmayr, Jaime Oncins e o alemão Boris Becker. Em documento enviado para a Lava Jato através do CADE, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, em acordo de leniência, a empreiteira Camargo Correa expõe os apelidos e inclusive comete erros na escrita de Koch, Kirmayr e o própro Becker.

O cartel começou em 1998 e foi finalizado em 2014 nos estados de SP, MG, RJ, PR, RS, DF e BA pelas empresas Camargo Côrrea, Odebrecht, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão. De acordo com a Polícia Federal elas fraudavam licitações. Os documentos com os apelidos do tênis e do Tatu Tênis Clube foram apreendidos em 2016 na Odebrecht.

De acordo com o CADE, a Camargo Correa e pessoas físicas “interpretam que tal documento aparentemente continha regras de organização do cartel envolvendo cinco empresas, que são representadas por cinco executivos”.

Para obter uma licitação com termos de qualificação mais restritivos, essas empresas financiavam em conjunto estudos de viabilidade ou mesmo a elaboração do projeto base para as futuras obras como moeda de troca com governos locais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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