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Diretor faz bom balanço e praticamente descarta Parque Olimpico para 2017

Domingo, 21 de fevereiro 2016 às 16:12:27 AMT

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Tênis Profissional

Por Fabrizio Gallas - Antes do início das finais de simples do Rio Open, Luiz Carvalho, o Lui, diretor do Rio Open, fez um balanço da terceira edição do torneio e comemorou a realização do evento apesar de problemas recorrentes com a chuva.



"Todos os dias de chuva foram desafiadores de diferentes maneiras. No começo da semana você não quer ficar atrasado da programação, a chuva atrapalha um pouco mais quando temos casos de jogadores jogando duplas como o Thiem e Dolgopolov, mas os resultados ajudaram. A chuva nunca é bem-vinda, mas soubemos administrar com ajustes para chegar em dia com a final hoje", disse o paulista que coordena o torneio desde a primeira edição em 2014.

"Estamos muito satisfeitos com a terceira edição, tudo o que propusemos conseguimos. Trabalhamos duro pra o line-up de jogadores. No feminino infelizmente perdemos a Eugenie Bouchard".

Sobre o público, apesar dos recorrentes dias com as principais sessões com vários buracos, principalmente no local de patrocinadores, o diretor deu crédito para a chuva: "As vendas foram as melhores de todas as edições, mas a chuva cortou em momentos estratégicos, muita gente não chegou por causa da chuva, visivelmente não estava tão cheio quanto ano passado apesar da venda ter sido positiva."

Lona não foi usada por opção - Em apenas um dia até domingo o mau tempo se fez presente atrasando jogos e a organização optou por não utilizar a lona. No primeiro dia a quadra ficou alagada e demorou mais de uma hora para que o jogo retornasse após a cessão do mau tempo. Carvalho explicou.

"Discutimos bastante essa semana. Sabia desde o início da drenagem da quadra, ATP e WTA falaram que é a melhor drenagem da vida deles. Optamos por não cobrir pois a drenagem é muito boa, seria um tempo economizado, era um risco colocar a lona pois podia demorar mais. No primeiro dia a água na rua subiu mais do que as caixas que suportavam, a partir que parou isso, secou rapidamente, chovia e a quadra secava. Não usar a lona foi decisão nossa, não poderia ter melhor escolha. A lona usamos quando tem previsão de chuva contínua durante a noite ou de manhã, é uma operação complicada nossa lona é um pouco diferente do que tem em Roland Garros ou Wimbledon," disse Lui que afirmou que em fevereiro não há incidência de chuvas no Rio de Janeiro.

Em 2016 a programação foi alterada. Os jogos que começavam no fim da manhã passaram para às 14h30 e os jogadores elogiaram. Segundo ele uma final surpreendente entre Pablo Cuevas contra Guido Pella não atrapalha: "O nosso esporte é imprevisível, teremos um campeão diferente pelo terceiro ano no masculino e feminino. A imprevisibilidade deixa o produto mais interessante".

Mudança pro Parque Olímpico praticamente descartada - Lui Carvalho minimizou a possibilidade de uma mudança do torneio pro Parque Olímpico em 2017. Segundo ele o Comitê Olímpico Internacional entrega para a prefeitura o local no dia 31 de dezembro e ficaria inviável mudar o piso duro pra piso de saibro em dois meses.

"Analisamos todas as variáveis, sabemos que lá será a futura casa do tênis, existe a questão do piso, lá é piso duro, vamos analisar com carinho. É possível no parque olimpico mudança de piso, mas não estamos inteirados a entrega pra quem será. E fica inviável você mudar pro saibro em dois meses, questão de ajeitar a quadra nesse curto período, é preciso de tempo pra adequá-la".

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