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Nunca voltarei a ser o mesmo no físico, afirma Murray

Domingo, 27 de setembro 2020 às 17:45:22 AMT

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Tênis Profissional

Andy Murray, ex-número 1 do mundo, lamentou sua atuação neste domingo na estreia de Roland Garros onde caiu com facilidade por 6/1 6/3 6/2 para Stan Wawrinka, 17º colocado e 16º favorito ao troféu. O suíço já foi campeão em 2015 no evento.



"Estou tentando ser mais calmo em quadra, não creio que me beneficie nada ficar muito excitado como estive nos Estados Unidos há algumas semanas. Estou tentando controlar as emoções. As condições não eram tão ruins. Quando fomos para a quadra a quadra não estava molhada, mas evidentemente que as bolas são muito pesadas, fica complicado jogar tênis. Sem vento não estava de todo mal o contexto", disse Murray.

"Em Nova York não estava mal. Não competi bem na segunda rodada pois foi impossível me recuperar a nível físico. Aqui tive uma chave dura, sabia que mesmo que joasse bem não era garantia de vencer, mas o problema é que joguei mal. Foi impossível tomar iniciativa, coloquei menos de 40% dos primeiros saques. Não sei. Definitivamente tenho que pensar longe e sobre hoje. Analisar o que ocorreu, não creio que as condições possam ser uma desculpa para explicar meu mal jogo".

"A verdade é que é algo que pensei muito, mas vejo complicado. Quando joguei meu melhor tênis não foi dando winners ou fazendo saque e voleio. Não é assim que jogo. Talvez se começar a fazer isso teria êxito, mas me parece quase impossível mudar meu estilo de jogo de maneira tão radical. Eu sinto que posso seguir competindo com meu estilo genuíno. Fiz na Ásia ano passado, na Antuérpia onde ganhei o torneio. Ali não mudei meu estilo, simplesmente fui aggressivo, pude jogar intensidade. Consegui mudar o estilo, mas sei que quando estou acertado e souofensivo no fundo posso me dar a oportunidade de jogar um grande tênis".

Ao ser perguntado sobre a parte física, ele disse: "Desde a perspectiva de condição física não poderia esperar ser o mesmo do que antes da cirurgia. Mas em termos de talento, batida na bola, técnica e tática, não vejo o motivo para pensar que nãqo chegarei nesse nível. Tive partidas em que senti que batia muito bem na bola. Ganheo do Zverev, que semanas depois esteve a dois pontos de ganhar o US Open".

"Obviamente vai ser difícil para mim chegar no nível de antes. Tenho 33 anos, fui número 1 do mundo, difícil assumir todos os problemas que tive. Mas vou seguir tentando. Quero ver como serão os próximos meses, não penso em voltar a jogar uma partida tão ruim como a de hoje".

 

Murray seguirá para a temporada indoor na Europa e tentará jogar o máximo possível no ano.

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