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Tenista Cadeirante: 'Também dependemos de prêmios em dinheiro para sobreviver'

Quinta, 18 de junho 2020 às 10:25:00 AMT

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Tênis Cadeirantes

A reclamação do australiano Dylan Alcott a respeito da não realização do US Open para Tênis em Cadeira de Rodas, ganhou eco nas vozes de diversos atletas da categoria, dentre eles o atual campeão em Nova York.



Também através das redes sociais, os tenistas demonstraram sua inconformidade com a decisão. Campeão paralímpico em mistas no Rio de Janeiro e medalhista de prata em simples, o britânico Gordon Reid (foto), atual quinto do mundo, foi também para o Twitter externar sua tristeza diante da decisão.

"(Estou) Muito decepcionado ao descobrir no Twitter esta manhã que o US Open planeja tirar o tênis de cadeira de rodas do torneio deste ano. Os jogadores de cadeira de rodas tiveram ZERO comunicação ou consultada ITF ou do Grand Slam em torno dessa decisão", tuitou re-afirmando a fala de Alcott.

Outro britânico que se posicionou contra a decisão foi Andy Lapthorne, curiosamente o atual campeão de simples e duplas, ao lado de Dylan Alcott, do US Open. "Este é mais um exemplo de terrível liderança no esporte do tênis. Eu não tenho a chance de defender meus títulos de simples e duplas no US Open, porque estou em uma cadeira de rodas! Desgraça completa se isso não mudar, não sei o que dizer além de "discriminação!", escreveu concordando com Alcott.

Atual número três do ranking de tênis em cadeira de Rodas, o britânico Alfie Hewett, terceiro do ranking, fez uma thread falando da decisão do US Open. Hewet fez questão de ressaltar que os atletas da categoria "entendem completamente a situação global" e que apoiariam se a decisão fosse "o cancelamento do torneio" dadas as circunstâncias. Porém, o atleta destaca que a "oportunidade de defender títulos, pontos e ganhar dinheiro" dada a homens e mulheres "sem deficiência" é "discriminatória".

"Quando você abre as portas para um determinado grupo, mas não para o outro, vejo isso como uma ação discriminatória. Esta é a nossa carreira, treinamos e vivemos para esses Slams de maneira semelhante aos profissionais da ATP /WTA. E também dependemos de prêmios em dinheiro para sobreviver majoritariamente. Eu apreciaria muito se a ITF e o US Open nos explicassem a decisão", escreveu.

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