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Após mais de 10 anos, chega ao fim parceria entre Correios e CBT

Quarta, 30 de janeiro 2019 às 10:45:27 AMT

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Tênis Profissional

Assim como reporta Demétrio Vecchioli, do Blog Olhar Olímpico, do UOL, o contrato entre a Confederação Brasileira de Tênis (CBT) e os Correios, que se encerrou em novembro, não deverá ser renovado. A parceria teve uma duração de mais de 10 anos.



Durante os oito primeiros ciclos de acordo, cerca de R$ 8 milhões anuais eram destinados à Confederação. Porém, o último tratado, assinado no início de 2017 e que durou dois anos, rendeu R$ 2 milhões por temporada.

"Em meados de 2018, tivemos reuniões e diversas conversas com a equipe do departamento de marketing dos Correios, para tratar da nossa renovação de patrocínio. O contrato venceu em novembro e ainda não tivemos uma resposta em definitivo. Entendo que o momento é geral, não é pontual da CBT. Várias confederações também estão passando por essa dificuldade", disse o atual presidente da entidade esportiva de tênis, Rafael Westrupp. 

Por mais que 2018 tenha sido um ano positivo, em relação ao aspecto financeiro, para a CBT, a ausência do mais forte patrocínio já causa cortes em áreas de investimentos sociais.

"Todos os contratos de prestadores de serviços, projetos sociais, entre outros, que tinham seus prazos de vigência concomitantes com a vigência do contrato de patrocínios dos Correios, já foram descontinuados", continuou Rafael, citando o projeto "Correios Transformando o Tênis, que atendeu 40 crianças de 8 a 12 anos em Florianópolis no último ano, como um dos programas cortados.

Na próxima sexta-feira, o Time Brasil inicia as novas disputas da Copa Davis, jogando a fase classificatória em Uberlândia (MG) contra a Bélgica. Segundo Westrupp, a organização do evento não foi afetada pelo fim do patrocínio com os Correios.

"A estrutura já está toda montada e as equipes treinando. A CBT fez um acordo muito positivo com a cidade de Uberlândia (MG), que viabilizou o evento, econômica e operacionalmente falando", ressaltou.

Wilson, Peugeot e Companion são as parceiras remanescentes da Confederação Brasileira. Juntas, as três rendem cerca de R$ 600 mil por ano, contando com materiais (bolas e uniformes) e dinheiro. A saída dos Correios, que rendiam os já citados R$ 2 milhões, gera um "impacto significativo", mas contornável, segundo o órgão esportivo.

"Já sofremos com um corte mais profundo logo que assumi a entidade. E encontramos soluções gerenciais capazes de manter o equilíbrio financeiro da CBT e ainda seguir investindo em programas pioneiros. E assim seguiremos mantendo os programas e investindo no alto rendimento e na base", disse um otimista Rafael Westrupp.

Principal jogadora brasileira no circuito feminino atual, a paulistana Beatriz Haddad Maia, ex-número 58 e atual 175 do mundo, já relatou recentemente a importância do apoio que ela recebeu da empresa no começo de sua carreira.

"Os Correios foram fundamentais na minha ascensão no tênis. Desde a minha transição do juvenil para o profissional, o Correios esteve com a CBT me apoiando, viabilizando minhas viagens e o meu desenvolvimento no tênis. Seria impossível viajar no juvenil sem o Correios", falou ela, durante a temporada passada.

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