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Gaudenzi: 'Não podemos fazer as mudanças necessárias se houver divisões'

Sexta, 06 de novembro 2020 às 08:43:34 AMT

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Tênis Profissional

O diretor executivo da ATP, o italiano Andrea Gaudenzi, concedeu uma entrevista ao jornal francês Le Figaro, na qual discutiu o momento incerto do esporte em razão da pandemia e do racha com os jogadores com a criação de uma associação paralela.



“Obviamente, o período foi muito complicado para os jogadores. Ficamos no limbo até o final de julho, data da retomada do circuito e da realização do US Open. Houve frustração entre muitos", comentou ele a respeito da crescente insatisfação de atleta com as sucessivas suspensões de torneios entre março e junho deste ano em razão da pandemia da COVID-19 e em respeito a regras de governos locais, onde muitos dos torneios seriam realizado.

"Eu próprio fui jogador e compreendo o estado de espírito deles. Nós ouvimos suas reclamações", se defende Gaudenzi que foi o principal alvo das críticas de muitos jogadores, muitos acusavam a ATP de "omissão" e se revoltavam ao conhecer suspensões e planos da ATP para o circuito através da imprensa e das redes sociais.

Questionado sobre a criação de uma associação paralela de tênis, a Professional Tennis Players Association (PTPA), liderada pelo sérvio Novak Djokovic, Gaudenzi revelou: "Todos nos encontraremos entre o final de novembro e início de dezembro. Claro que nós (ATP) estamos abertos a discussões, mas chegou a hora da unidade e não de conflitos. Isso não funcionaria e todos perderiam. Os torneios precisam de jogadores e os jogadores precisam de torneios".

O mandatário, que foi contratado em substituição a Chris Kermode, sob a ótica de uma renovação do circuito profissional, ainda alertou: "Não podemos fazer as mudanças necessárias se houver divisões. Devemos lutar juntos para defender acima de tudo os melhores interesses do tênis".

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