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'É um momento incrível, estou muito feliz', celebra Osaka

Domingo, 13 de setembro 2020 às 09:05:05 AMT

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Tênis Profissional

Naomi Osaka, nona melhor do mundo, comemorou sua virada e o bicampeonato do US Open ao marcar 1/6 6/3 6/3 sobre a bielorrussa Victoria Azarenka na noite deste sábado que sacramentou seu terceiro título de Grand Slam na carreira.



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"No primeiro set estava tão nervosa que nem mexia os pés. Senti que não estava jogando, não esperava jogar o 100%, mas pelo menos podia estar no 70%. No final senti que tudo estava somente em minha cabeça. Já no segundo set o primeiro que fiz foi receber uma quebra que tampouco ajudou. Pensei em me manter positiva de alguma maneira, em não perder por 6/1 6/0. Ali foi onde comecei a correr. Sei que em cada partida terei ao menos uma oportunidade, depende de aproveitar ou não", disse a tenista que vinha de final em Cincinnati contra Azarenka, mas não entrou em quadra por lesão.

"Sinto que teve muitos momentos difíceis nessas últimas semanas, especialmente estando dentro de uma bolha. Te dá tempo de pensar em muitas coisas. Creio que as superei durante toda a quarentena, me preparei mentalmente para ganhar esse torneio. Senti que havia trabalhado tão duro que merecia me dar essa oportunidade".

 

"Me atirei no chão e comecei a pensar em todas as vezes que havia visto grandes jogadores colapsar no chão e olhar pro céu. Sempre quis ver o que eles viam. Para mim foi um momento incrível, estou muito feliz".

Osaka ainda comparou com o ano de 2018 quando levantou também em Nova York, seu primeiro Slam: "Esta vez me sinto muito diferente por conta das circunstâncias a qual estamos. Aquela vez não estavamos em uma bolha e ainda rodeadas de milhares de torcedores. Mas bom, no final só me concentro nas coisas que posso controlar em quadra assim como fiz da última vez e sinto que isso é o que voltei a fazer essa noite".

 

 

A tenista destacou seu crescimento pessoal: "Um bom exemplo é o primeiro e o segundo set que joguei hoje. Podia ter caído facilmente hoje, mas realmente queria lutar, queria competir. Honestamente não tinha outro pensamento em minha cabeça que não fosse esse. Não estava pensando em ganhar, só em competir, mas de alguma maneira terminei com o troféu. Levo muito tempo tentando amadurecer, mas não estava segura do processo que teria que tomar. Finalmente todas as lições que aprendi na vida me desenvolveram como pessoa. Agora sou uma jogadora mais completa, sou consciente do que faço". 

 

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