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Brasil pode bater Argentina e fazer semi na Copa Davis

Segunda, 13 de outubro 2014 às 11:30:00 AMT

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Tênis Profissional
Por Carlos Alberto Kirmayr - Gostaria de dar boas-vindas aos amigos eleitores. Sou Carlos Alberto Kirmayr e trarei a vocês detalhes do circuito, algumas dicas e opiniões sobre esse esporte que amo tanto. Espero que gostem de minhas colunas e quero interagir trocando ideia com vocês!

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Foi uma grande vitória do Brasil sobre a Espanha na Copa Davis, um grande final de semana para o nosso tênis onde tivemos uma dupla como sempre forte e um Thomaz Bellucci inspirado, mostrando seu valor diante de uma Espanha que veio desfalcada e um time nacional motivado. Tanto é que pelo que li, Carlos Moya se demitiu, não quis mais continuar e se instaurou uma crise por lá.

O sorteio do Grupo Mundial foi muito bom para o Brasil contra a Argentina. Temos um ótimo time para vencê-los com o Thomaz cada vez mais forte e melhor que os jogadores deles, a dupla favorita em um ponto que é decisivo e nosso número 2 que agora temos com o Feijão pelo top 100, Rogerinho que sempre ajuda a equipe brasileira ou o Clezar que é um jogador talentoso, destemido. Por ser cria do capitão João Zwetsch, Clezar precisa mostrar duas vezes mais que os outros concorrentes nos treinos e jogos para ganhar sua vaga. E ele tem tempo para fazer isso nesse fim de ano e começo do próximo.

Juan Del Potro se vier fica mais parelho, mas Copa Davis é diferente, ele pode sentir a pressão de jogar em casa assim como praticamente todo o time argentino.

Obviamente que não será um confronto fácil para o Brasil, poderemos ter um clima de guerra por ser este clássico, mas é aquela questão que sempre há em Davis dos juízes intercedendo em pontos e cada capitão tentando acalmar os ânimos.

Joguei praticamente todos os duelos contra a Argentina (década de 70 até 1980), um deles no Fluminense no Rio de Janeiro, outro no Pacaembu (em São Paulo). Eles tinham Guillermo Vilas, Jose Luis Clerc que na época era sempre o Bellucci deles ou o nosso Guga na época que tinha Guga e Meligeni na equipe. Se escoravam neles para as duas simples e buscando tirar um ou outro ponto nas duplas ou na segunda simples. Sempre grandes confrontos e batalhas com os argentinos na minha época.

Sou sempre otimista. Vejo o Brasil passando pelos argentinos com Bellucci incorporando o que o time tinha na época do Guga e depois do que vi na Espanha e pela qualidade do Thomaz acho que ele e nossa dupla podem nos levar para a semifinal, mesmo enfrentando Croácia ou Sérvia na fase seguinte. Temos equipe para isso.

Será um grande desafio para Bellucci jogar no calor de Buenos Aires nessa época de março, mas ele vem provando estar melhor e vai se preparar para isso, desde já está se prepara.

Obrigado pessoal, até a próxima!

Dúvidas e sugestões envie email tenisnews@gmail.com

Sobre Carlos Alberto Kirmayr

Carlos Alberto Kirmayr, 64, foi o 6º melhor duplista do mundo jogando com Cássio Mota e 36º em simples. Foi o número 1 do Brasil durante vários anos e destacou-se representando o Brasil por 16 anos na Copa Davis. Consagrou-se como técnico ao levar a argentina Gabriela Sabatini ao título no US Open e depois treinando as espanholas Arantxa Sanchez, Conchita Martinez, o francês Cedric Pioline e o venezuelano Nicolas Pereira entre outros. Atualmente é técnico de Paula Gonçalves, uma das melhores tenistas do Brasil e dirige o CTKirmayr em Serra Negra.
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