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Kirmayr: Federer e Wawrinka seriam top 5 na dupla. Fantásticos Bruno e Melo

Quarta, 26 de novembro 2014 às 17:56:20 AMT

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Tênis Profissional
Por Carlos Alberto Kirmayr - Hoje o tema de minha coluna será as duplas. Tivemos um ano fantástico dos três brasileiros, Bruno Soares, Marcelo Melo e André Sá, em especial dos dois primeiros com desfecho incrível do Marcelo com a decisão do ATP World Finals.

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Tive a oportunidade de acompanhar de perto os dois jogando juntos na Copa Davis num duelo fantástico diante dos espanhois (Marc Lopez e David Marrero), os dois foram muito bem.

Em 2014 o Bruno como sempre foi muito sólido tanto nas duplas do masculino quanto na mista onde ganhou mais uma vez o US Open.

Marcelo teve uma grande melhora no ano e aprimorou sua solidez e confiança. Pude perceber que melhorou a devolução, principalmente a de esquerda e evoluiu no saque. Com a evolução técnica, o ganho de experiência e o fato de ficar mais duro, vieram os resultados e ele passou a ser mais respeitado, e os resultados que estamos vendo é este, ele no top 10 e o Bruno sólido lá dentro.

Me perguntaram recentemente o que faltava para eles derrotarem os Bryans. Em primeiro lugar, não vejo como uma vergonha perder dos americanos, pelo contrário, os caras são dois dos melhores de todos os tempos, ganharam tudo e são os maiores vencedores, portanto é mais normal perder do que vencê-los.

Quem sabe se o Bruno e Marcelo jogarem juntos novamente se as vitórias podem vir contra os americanos. Pelo que tenho lido eles jogarão juntos em algumas ocasiões visando as Olimpíadas do Rio 2016. Na Copa Davis vimos o que fizeram num resultado extraordinário derrotando os caras na casa deles numa competição desse porte.

Por algum motivo interno, entre eles, que desconheço, não jogam mais juntos no circuito. Os dois são mineiros, têm as mesmas raízes.

Este foi o 10º ano que os Bryans fecharam no topo do ranking, chegaram ao título 104 juntos. Números incríveis deles. Na minha opinião a dupla, cada vez mais especializada, é o motivo para tamanhos números. Antigamente havia mais tenistas de simples jogando duplas. Tivemos o John McEnroe, Yevgeny Kafelnikov que jogou muita dupla também e os próprios Woodies (Todd Woodbridge e Mark Woodforde) que também jogavam simples. Hoje não, o duplista foca na dupla e o simplista vai lá.

Se Roger Federer e Stan Wawrinka em algum momento focassem nas duplas em uma temporada, certamente seriam top 5 assim como Rafael Nadal. Eles têm nível para ganhar dos Bryans e desbancar muita dupla boa por aí. Certamente os Bryans não teriam tal domínio que têm hoje.

Mas é aquela questão, a dupla é sempre aquele último jogo da quadra, o cara termina seu jogo de simples, tem esperar rodar a programação e vale muito mais financeiramente pros tops de simples focar na simples para não cansar e pelo prêmio. Só as oitavas, quartas de um Slam vale mais do que ganhar o título na dupla. É por aí o motivo.

Obrigado pessoal e até a próxima!

Dúvidas e sugestões envie email tenisnews@gmail.com

Sobre Carlos Alberto Kirmayr

Carlos Alberto Kirmayr, 64, foi o 6º melhor duplista do mundo jogando com Cássio Mota e 36º em simples. Foi o número 1 do Brasil durante vários anos e destacou-se representando o Brasil por 16 anos na Copa Davis. Consagrou-se como técnico ao levar a argentina Gabriela Sabatini ao título no US Open e depois treinando as espanholas Arantxa Sanchez, Conchita Martinez, o francês Cedric Pioline e o venezuelano Nicolas Pereira entre outros. Atualmente é técnico de Paula Gonçalves, uma das melhores tenistas do Brasil e dirige o CTKirmayr em Serra Negra.
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