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Na Linha, Paulinha - De Santa Catarina para o México

Terça, 12 de setembro 2006 às 00:40:02 AMT

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Paula Capulo - Sul

Por Paula Capulo, árbitra de cadeira da ITF

Depois de uma temporada de um mês com muito trabalho, desfrutando das belezas da França, Paula Capulo voltou para a ativa em torneios pelo Brasil. A única árbitra brasileira de cadeira da Federação Internacional de Tênis atuou em três eventos no estado de Santa Catarina: Challenger de Joinville, e Futures de Florianópolis e Itajaí. Por lá, encontrou velhas amigas do tênis, com as quais "fofocou" bastante e, claro, teve semanas intensas de trabalho. Na parte de regras, ela explica o "Default", ou seja, as formas de desclassificação de um tenista, fato que aconteceu em um dos eventos. Não perca! Depois dessa tem Paulinha de volta ao México!

Mandem suas dúvidas de regras, elogios e críticas:

paulinhacapulo@hotmail.com


Oi pessoal

Dessa vez não demorei muito desde a última coluna. Gostaria de começar parabenizando meu amigo e colega de trabalho Carlos Bernardes. Para quem não sabe, ele foi o árbitro da final do US Open, nesse domingo. É a terceira vez que um árbitro estrangeiro comandou a grande final do aberto dos Estados Unidos e a primeira vez de um latino americano. Isso é um acontecimento histórico para o Brasil e o sucesso pleno de uma carreira de conquistas.

O Brasil está com uma ótima fase de torneios profissionais, tanto ATP quanto ITF. O meu primeiro torneio depois da França foi o Challenger de US$ 50 mil de Joinville (SC). Com esses torneios maiores, os tenistas juvenis do Brasil tiveram oportunidades de competir num nível muito bom, com jogadores mais experientes e valendo pontos na ATP. Ainda bem que São Pedro ajudou nessa semana e o calor tirou o clima de inverno rígido do sul do país. O torneio foi realizado nas dependências do charmoso Tênis Clube de Joinville, onde pude encontrar animais fora do comum em cidades, como a Arara que já habita o clube há anos, e os macaquinhos que buscam a comida praticamente na mão das pessoas.

Paulinha a uma Arara em Joinville

Nessa semana fiz alguns jogos como cadeira e nos últimos 3 dias como juiza de linha. O legal de lá foi ter companhias femininas para poder falar coisas de mulher, que é uma conversa impossivel no meio masculino em que trabalho! (Risos) E lá o time de fofoca da organização era grande: Sabrina Giusto, Andreia Buss e Vanessa Bombardelli! Mulheres que fazem a diferença pela organização e simpatia.

Pauinha, Miguel Ternera, Sabrina Giusto

Pena que tive que sair desse ambiente na sexta, pois tinha o quali do primeiro future de Florianópolis me esperando. Durante as duas semanas seguintes, a Federação Catarinense (FCT)sediou os dois primeiros futures. Isso por um lado é bom, pois quando um técnico viaja com muitos atleta, ele pode estar junto ao tenista que está fazendo uma semi-final ou final da primeira semana e acompanhar também os outros que estão disputando o quali da segunda. E também a comodidade de poder ter um quarto de hotel como tua casa por duas semanas... com um tempo maior para não precisar fazer e desfazer as malas.

Na primeira semana fiz a final de duplas e na segunda semana nem consegui terminar o torneio, pois fui para o quali do terceiro e ultimo future do sul: Itajai. Lá tive o prazer de conhecer melhor essa pessoa querida, profissional e companheira chamada Michele Pereira. Todos que passaram pelo menos um dia, nessas três semanas pelo torneio, sabem que estou falando da assessora de imprensa da FCT e que entre um texto e outro nunca negava um sorriso ou um pedido, para quem quer que fosse. Mas nesse setor não poderia faltar uma das grandes da imprensa do tênis brasileiro e mundial: Lia Benthien.

Lia Benthien, Paulinha, Michele Cardoso

Gostaria de comunicar, com felicidade, a chegada do meu visto mexicano e que, na última sexta-feira, dia 8, embarquei para mais uma temporada de quase 3 meses no país que considero minha segunda casa.

REGRAS

Gostaria de nessa edição falar sobre o default, ou seja, a desclassificação do atleta. O tenista é responsavel pela sua conduta durante o torneio, seja no hotel, clube, transporte ou qualquer outra área que seja do evento. Ele poderá ser penalizado e desclassificado do torneio pela sua má conduta, mesmo sendo fora da quadra.

Durante os jogos, já expliquei que o Código de Conduta é aplicado para manter a disciplina na quadra, e que ela segue a seguinte ordem: primeira violação – advertencia (warning) , segunda – perda de ponto (point penalty), terceira – perda de game (game penalty) e quarta – poderá ser outra perda de game ou a desclassificação do tenista, dependendo da gravidade da violação. Sendo que a decisão para desclassificar vem do árbitro geral do torneio.

Vale lembrar que o atleta pode ser desclassificado de primeira, sem tomar a advertência, e seguir os passos que citei agora. Isso tudo depende da gravidade da conduta do tenista. Como por exemplo, ele se dirigir ao árbitro de cadeira e falar algum palavrão para ele, ou alguma forma de violência física. Além do jogador sair da competição (se a desclassificação for em simples, ele também não poderá jogar duplas), ele ainda terá que pagar uma multa.

Espero ter esclarecido essa regra, que dificilmente acontece em jogos na televisão. Mas que recentemente aconteceu em um dos futures do sul.

Um beijo e mandarei as próximas noticias da terra da pimenta. Abaixo segue meu calendário no México,

Paulinha

11/09 - Tampico US$ 10 mil
18/09 - Guadalajara US$ 10 mil
25/09 - Juarez US$ 25 mil
2/10 - San Luis Potosi US$ 25 mil 9/10 - Saltillo US$ 25 mil
16/10 - Victoria US$ 25 mil
30/10 - Cidade do México US$ 25 mil
6/11 - Cidade do México US$ 25 mil
13/11 - Cidade do México US$ 25 mil
20/11 - Britania Zabaleta US$ 25 mil
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