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Difícil calendário dos jovens e evolução dos brasileiros

Segunda, 03 de março 2008 às 16:00:00 AMT

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Rodrigo Leander

Por Rodrigo Laender, técnico do CT da Amil no Rio de J aneiro

Olá amigos do Tênis News! Hoje vou falar um pouco do calendário e resultados dos tenistas brasileiros nesse ano. O princípio do ano, em termos de calendário, é um pouco complicado. rlaender@hotmail.com

Para aqueles que estão disputando ATP Tour, o calendário é um pouco mais claro. Já aqueles que jogam challengers e futures têm um pouco mais de dificuldade para se programar. As listas de entrada desses torneios ficam bem mais dura nessa época, já que há um menor número de competições.

Além disso, para os brasileiros tem havido um contraste. No fim do ano, têm se tradicionalmente realizado diversos futures no país e uma série de challengers pela América do Sul, destacando-se aí a Copa Petrobras. Já em janeiro e fevereiro, normalmente não se realizam muitos torneios menores no país. Para ilustrar isso, tome-se o caso de João “Feijão” Souza. Em novembro e dezembro, viajei com ele no país e terminamos bem com títulos em Santos e Fortaleza. Já no começo do ano, dessa vez acompanhado pelo Fabrízio Gambassi, ele teve que sair (com exceção do Aberto de SP) e disputar futures na Colômbia e graças ao ótimo trabalho que lá fizeram, conseguiu mais um título.

Isso agora o habilitou a entrar na chave principal de alguns torneios challengers neste mês de março, onde ele já começou com pé direito, fazendo sua primeira semi de challenger em Santiago.

A maioria dos garotos, que ainda está disputando futures, teve e terá que continuar saindo para disputá–los no exterior. Apesar dos altos custos, essa experiência é muito positiva.

Analisando tudo isso, tenho visto com bons olhos esse início de ano. Vários garotos buscam giros lá fora como Rafael Camilo, Alexandre Bonatto e Thales Turini na Espanha, Ricardo Hocevar e Nicolas Santos em México e Cuba, Daniel Silva e Fernando Romboli se preparando para passar tempo na Europa, além de outros como Marcelo Demoliner, Tiago Lopes se aventurando por lá. Isso será muito importante no desenvolvimento da carreira desses jovens (destacando Camilo e demais atletas do Instituto que enfrentaram o duríssimo circuito espanhol).

Já falando de resultados, temos Thomaz Bellucci se tornando uma realidade, vencendo seu primeiro jogo em ATP’s em Buenos Aires e conquistando seu primeiro Challenger hoje em Santiago. Temos que ir com cautela, sem pressioná-lo com rótulos como o famoso “novo Guga”, mas amparado pelos seus potentes golpes, agressividade e foco, além de um ótimo trabalho de Léo Azevedo, está marchando rapidamente rumo ao top 100 e além.

Logo atrás vem Feijão, que como dito anteriormente, iniciou 2008 muito bem e creio eu que em seu devido tempo, tem tudo para seguir o mesmo rumo. Esses dois tenistas, mostram um tênis muito moderno. São altos, sacam muito bem, são extremamente agressivos tanto no forehand como no revés, sabem jogar bem próximos da linha de base, características fundamentais no veloz tênis de hoje.

Somado a isso, tivemos a vibrante vitória de Thiago Alves em São Paulo e os resultados cada vez mais constantes da dupla Melo/Sá, que obteve uma conquista empolgante no Sauípe (Marcelo que já havia conquistado também em Adelaide).

Com tudo isso, aliado a essa nova geração que está bravamente lutando pelas quadras do mundo nesse início de ano, vejo uma evolução alentadora em relação ao ano passado e aguardo com ansiedade o restante da temporada,

Um grande abraço,

Rodrigo Laender

Sobre Rodrigo Laender

Trabalhou como técnico nos EUA, onde jogou e se formou pela Old Dominion University. Trabalhou com equipes infanto juvenis e deu aulas em alguns clubes da região e seguiu por 2 anos no estado da Virgínia.

No ano de 2003 retornou ao Brasil e passou a treinar com o mineiro Bruno Soares onde trabalhou por dois anos e meio levando-o até a posição 215 em simples e 105 em duplas. Em fevereiro de 2006 passou a trabalhar no Centro de Treinamento Amil no Rio de Janeiro.
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