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"Temos chance de fazer história"

Quarta, 11 de abril 2007 às 14:55:06 AMT

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Francisco Costa - Davis II

Por Fabrizio Gallas

Capitão da equipe brasileira da Copa Davis, Francisco Costa concedeu entrevista ao Tênis News no qual falou sobre nosso próximo adversário na repescagem para o Grupo Mundial sorteado nesta quarta-feira. O esquadrão nacional enfrentará a Áustria fora de casa entre os dias 21 e 23 de setembro. Chico admite ser um confronto muito difícil, mas espera "fazer história" e devolver o país à elite do tênis que não atingimos desde 2003.

"Será um confronto bem complicado, já que eles tem excelentes jogadores e devem escolher um piso bem rápido em quadra coberta. Os principais jogadores são o (Jurgen )Melzer e o (Stefan) Koubek, além do (Julian) Knowle que é um ótimo duplista Melzer e Koubek são dois jogadores canhotos, que jogam muito bem tanto no saibro como no carpete. eles tem um estilo parecido, jogam no fundo da quadra e são muito agressivos. a dupla deve ser Melzer/Knowle, já que ambos estão no top-20."

O gaúcho, que tem na comissão técnica, João Zwestch e Thomaz Koch, também analisou o histórico brasileiro em confrontos fora de casa. Ele admitiu que não costumamos nos dar bem, mas que a pressão pode ajudar o país: "Acredito que nossos jogadores estão em ascensão e até setembro deverão estar ainda melhor. Para nós, será uma oportunidade de fazer história. A pressão será toda dos austríacos, não temos nada a perder".

Para este duelo, Costa deseja levar a maior quantidade de jogadores possíveis, mas não poderá mandar a quantidade de oito tenistas profissionais mais juvenis como fez contra o Canadá em Florianópolis: "Infelizmente não poderemos levar um grupo tão grande dessa vez, mas vamos levar o maior número de jogadores que for possível".

Chico teve na última semana seu primeiro trabalho à frente do comando técnico do Brasil. Ele parabenizou todos do grupo pelo trabalho e ressaltou o espírito de equipe durante o desafio vencido pelo país por 3 a 1 em cima do Canadá: "Quando chegamos em Florianópolis, sabíamos que teríamos dois adversários: a desunião dos nossos jogadores e a forte equipe do Canadá. Quando vencemos a primeira batalha, finalmente pudemos nos concentrar no adversário. Foram jogos difíceis e desgastantes e todos estão de parabéns. Mello, pela coragem. Saretta, pela concentração. Guga e Sá, pela liderança positiva e o bom humor contagiante. Os que ficaram na reserva (Marcos Daniel, Thiago Alves, Rogério Dtura Silva e André Ghem), pelo espírito de equipe, humildade e empenho nos treinos".

Brasil e Áustria se enfrentam ainda em local e piso indefinido.
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