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Áustria, um time homogêneo de canhotos que jogará no carpete

Quarta, 11 de abril 2007 às 08:42:16 AMT

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Copa Davis

Por Fabrizio Gallas

Das 8 possibilidades que tínhamos para pegar no sorteio da Repescagem para o Grupo Mundial, a Áustria não foi um adversário tão duro assim, mas será muito difícil para o Brasil ingressar no Grupo Mundial em 2008. Se dependesse apenas do talento dos jogadores deles, daria para nosso time passar, mas a diferença estará no piso que eles vão escolher.

Se já escolheram o carpete contra a Argentina em fevereiro, e perderam (4 a 1), com certeza farão o mesmo contra o Brasil em setembro. Os tenistas austríacos não são totalmente especialistas nesse piso rapidíssimo, pelo contrário, jogam até melhor no saibro e na quadra dura.

O time base dele é formado por canhotos. Jurgen Melzer é o número 1 e 28o. do ranking. Este ano tem dois bons resultados em quadra dura, a final em Sydney e semi em Las Vegas. Nas duplas ele forma ótima parceria com o Julian Knowle, o qual na temporada fez a final em Memphis e semi no Masters Series de Indian Wells.

O provável segundo singlista deles seria Stefan Koubek, 69o. do mundo. O tenista foi o vice-campeão em Chennai logo na primeira semana do ano, mas peca um pouco pela falta de regularidade. É veterano, tem 30 anos, e conhece os caminhos da experiência. Outros dois que correm por fora e brigaria pela quarta vaga são Alexander Peya (93o.), que fez parte da eliminatória contra a Argentina, Olivier Marach (123o.), constantemente chamado para a equipe e o agora ascendente Werner Eschauer, que vem progredindo no ranking e já é o 94o. colocado.

Nossos adversários não tem nenhum "bicho-papão" como existe na Croácia de Ivan Ljubicic e Mario Ancic, como na Áustrália de Lleyton Hewitt, ou Chile de Fernando Gonzalez e Nicolas Massu. Mas, eles possuem um esquedrão muito coeso onde todos estão em nível parecido.

Em simples, Flávio Saretta tem condições de vencer tanto Melzer como Koubek. Nosso outro singlista ainda é indefinido, mas passando para as duplas, as chances são semelhantes a que tivemos contra Canadá e Suécia, últimos dois confrontos. Eles são os favoritos, a quadra ajudará. Gustavo Kuerten e André Sá terão que estar "iluminados" e jogar o melhor para sairmos com o triunfo.
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