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Federer: ‘Meus filhos jogam bem tênis e lembram a mim quando mais novo’

Quinta, 15 de março 2018 às 16:23:08 AMT

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Desde o nascimento de seus filhos, muito se comenta sobre a continuação do legado de Roger Federer no tênis mundial; e foi justamente sobre isso que o suíço falou em uma entrevista para Tages-Anzeiger durante o torneio de Indian Wells.



“Junto de minha mulher, tentamos dar a nossos filhos a melhor criação possível e ter uma vida completamente normal”, comentou o suíço sobre seus filhos. “Aqui em Indian Wells estamos tranquilos, não é como em Nova York onde a cidade é muito barulhenta. Temos silêncio aqui e isso me lembra um pouco a Suíça. As crianças adoram vir para cá”, contou, dando em seguida mais detalhes sobre a vida de seus filhos.

“Normalmente vão à escola pela manhã e, quando chegam em casa, se juntam os quatro e conversam entre si. Isso é realmente bom. Tento fazer com que pratiquem esportes e toquem um instrumento. Não peço que o façam de forma profissional, mas sim para desenvolver sua criatividade. Os meninos ainda são muito jovens para tocar algo, mas as meninas tocam piano e adoram. As meninas hoje adoram jogar tênis, mas não gostavam muito de início. Me diziam que o esporte não as agradava e eu entendo, era assim também na idade delas. Já os meninos, esses sim jogam e são muito bons. Minha mãe disse que parecem muito comigo quando era pequeno”, revela.

“Sinto que sabem o que fazem. O tênis é algo fácil para os dois. Devem jogar apenas quando quiserem. Se os enviamos para jogar e eles não querem, digo que não precisam ir, que não tem problemas”, declarou.

A vida especial de Federer torna impossível que seus filhos possam frequentar a escola como qualquer outra criança. “Conversei muito com Mirka sobre as vantagens e desvantagens de que eles fossem à escola pública, privada ou que tivessem aulas particulares. Nós gostaríamos que eles frequentassem a escola normalmente como fizemos, mas por sorte ou azar, o tênis mudou tudo”, afirma. “Eles estiveram uma vez em uma escola normal e viram como são as coisas. Através da minha Fundação procuro fazer com que sejam mais conscientes de como a educação funciona em outros lugares. Eles também nos questionam e às vezes desejam estar em uma escola normal, mas ao mesmo tempo entendem que têm sorte de poder viajar pelo mundo e experimentar coisas novas, além de que, como família, podemos estar todos juntos”.

O suíço ainda foi questionado se a situação escolar de seus filhos lhe faria deixar o tênis. “Poderia me afetar indiretamente sim. Se alguma vez perceber que os meninos não gostam tanto de viajar, ou se Mirka não pudesse manejar sua própria situação com a crianças, essa seria uma razão para me aposentar. A educação que recebem em casa não deverá ser problemas. As meninas gostam como estamos agora, de modo que não estou preocupado com isso”, explica.

 

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