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Retrospectiva 2017 – Janeiro - Federer ressurge na Austrália

Segunda, 18 de dezembro 2017 às 08:00:00 AMT

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Tênis Profissional

O ano de 2017 no tênis começou tendo fortes emoções, com o retorno do suíço Roger Federer e do espanhol Rafael Nadal ao circuito após ficarem fora de praticamente toda a segunda metade da temporada 2016 lidando com lesões.



Primeiro grande marco da temporada, Roger Federer fez sua estreia na Hopman Cup jogando ao lado de Belinda Bencic. Era o primeiro torneio disputado pelo suíço desde Wimbledon 2016 e o tenista de, então, 35 anos não fez feio. A participação da dupla suíça parou apenas na semifinal, onde foram superados pelos franceses, que acabaram campeões da competição.

Na mesma semana, no ATP 250 de Brisbane, o búlgaro Grigor Dimitrov superava Kei Nishikori e erguia a taça de campeão, conquistando seu primeiro título no circuito desde 2014, quando se sagrou campeão em Queen’s. Era o início da melhor temporada da carreira do tenista de 25 anos.

Em, Doha, no Qatar, os atuais líderes do ranking entraram em rota de colisão e já esquentaram o clima na primeira semana da temporada. Na grande final, Novak Djokovic superou Andy Murray conquistando seu primeiro dos dois títulos na temporada. O sérvio igualou, neste ano, suas duas piores temporadas em termos de títulos — 2010 e 2006 — com apenas duas conquistas.

Já na segunda semana, no torneio de Auckland, outro tenista iniciava um grande ano com um título. Jack Sock, que conquistou seu primeiro Masters 1000 em 2017, se sagrou campeão ao superar o português João Sousa na grande final.

Nas duplas o ano também começou bem para o Brasil, com o título de Marcelo Melo e Lukasz Kubot no ATP 250 de Sydney. Primeira conquista da parceria em 2017, ano em que passaram a jogar juntos de forma fixa.

O ponto alto do mês foi, sem dúvidas, o Australian Open. Principais nomes a serem observados no torneio Federer e Nadal chegaram na Austrália em posições nada habituais do ranking — o espanhol em 9º e o suíço em 17º.

Durante o slam australiano um fato chamou a atenção dos fãs de tênis ao redor do mundo. Além das punições previstas pela ATP para tenistas que quebrem raquetes em quadra, a marca japonesa de raquetes Yonex também adotou multas para seus atletas que abusassem do equipamento durante o torneio. Na edição 2017, Stan Wawrinka, Nick Kyrgios e CoCo Vandeweghe foram alguns dos punidos.

Já na segunda rodada da chave masculina veio a primeira grande surpresa, com a derrota em cinco sets do sérvio Novak Djokovic, número 2 do mundo na época, para o uzbeque Denis Istomin. Pouco depois, nas oitavas de final, veio a derrota de Andy Murray diante do alemão Mischa Zverev.

Com a chave aberta, Federer superou Wawrinka na primeira semifinal, enquanto Nadal venceu Dimitrov, em sua primeira final de Grand Slam na carreira, para fazer a final que todo o mundo do tênis desejava. Confirmando a boa fase, o búlgaro forçou o espanhol em quadra por 4h56 na semifinal.

No último sábado do torneio, a final feminina chamava a atenção por muitas questões — algumas delas foram reveladas apenas após o torneio. Com a vitória de Serena Williams sobre sua irmã Venus, Serena assumiu a liderança do ranking da WTA novamente e se isolou como maior vencedora de Grand Slam da era aberta simples, superando os 22 títulos de Steffi Graf e ficando a apenas um título de igualar os 24 de Margaret Court — alguns vencidos antes da Era Aberta.

Além do heptacampeonato na Austrália, Serena também chamou a atenção do mundo ao revelar pouco tempo depois que estava grávida durante o torneio e levantou o troféu já esperando seu primeiro filho.

Com Federer e Nadal se enfrentando pela 35ª vez na carreira, a final da chave masculina do Australian Open foi um evento tão singular que acabou por ser eleito pela ATP como a melhor partida do ano em torneios do Grand Slam.

Foram 3h37 de uma batalha no mais alto nível de tênis, até que Federer obtivesse a vitória, sua 12ª contra Nadal, pelas incríveis parciais de 6/4 3/6 6/1 3/6 6/3. Foi a quinta conquista do suíço no torneio australiano e sua 18ª de Grand Slam, o que o colocou ainda mais na vantagem no ranking dos maiores vencedores de todos os tempos.

 

ERRATA: Murray foi eliminado por Mischa Zverev e não Alexander Zverev como inicialmente colocado no texto. Agradecemos ao leitor Fabio Montico

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