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Diário de Salinas - Último dia e Brasileiros com vice no Equador

Segunda, 12 de março 2007 às 22:45:57 AMT

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Marcos Daniel e Fabrizio Gallas

Por Fabrizio Gallas, direto de Salinas

Bem gente, primeiro pedir desculpas pelo atraso para escrever esse meu último dia na cidade litorânea no Equador. Mas a rodada de sábado terminou apenas ás 3h de domingo em Brasília e na manhã estava iniciando minha longa trajetória ao Rio de Janeiro, saindo Salinas-Guayaquil-Panamá-Rio, ao todo, 8h30 dentro de um avião sem contar esperas no aeroporto. Mas o sábado foi de vices pros brazucas com Marcos Daniel em simples, Thiago Alves e Franco Ferreiro em duplas e eu no challenger de periodistas.

Foto: Juan Fuensalida

Vamos começar do início. Acordamos bem cedo para ir ao clube e aproveitar as quadras vazias para jogar o tradicional torneio de jornalistas. O evento contou com oito "aspirantes" ou "tenistas frustrados" que foram para o caminho da imprensa. Pela primeira vez senti a potência do sol do Equador. Só lembrando, Salinas fica um pouco ao sul do país por isso abaixo da verdadeira linha do Equador que passa pela capital Quito.

Jogar com uma temperatura acima de 30 graus realmente não faz bem e três jogos no mesmo dia com set de 8 games também não me fez bem. Ganhei os dois primeiros, mas não aguentei na final. Já não jogava tênis há quase dois meses e a falta de exercícios devido a grande quantidade de trabalho na semana pesou para minha derrota na final.

O consolo é que recebi brindes da patrocinadora principal do torneio logo após a premiação da final de duplas na parte da noite. Foi bem legal ter o nome chamado e receber prêmio na frente de mais de 2 mil pessoas que lotaram o Salinas Yatch Club.

Dia esse aliás bem cheio com dois bons jogos de tênis. Antes das partidas o pessoal se divertiu nos sorteios realizados, nos stands das empresas que ofereciam bebidas, comidas e algumas brincadeiras.

Na final de duplas, Thiago Alves e Franco Ferreiro começaram bem, chegaram a ter quebra na frente, mas acabaram derrotados de virada pelos americanos Scott Lipsky e David Martin. Foram a primeira vez que jogaram juntos os brazucas.

Na final de simples promessa de equilíbrio cumprida. Marcos Daniel começou muito mal, errando muito e tendo o saque quebrado duas vezes. Comecei assistir o jogo no game que ele foi quebrado pela segunda vez. em duelo entre Brasil x Argentina eu não me contive e torci pelo brasileiro. Quebrei um pouco da ética jornalística, mas também não me exautei. O apoio era importante.

A quadra central era cercado pro arquibancadas e havia um espaço onde fica a lavanderia e local para marcação de treinos e encordoamento da raquete dos tenistas. Ao lado havia um pequeno espaço que ficava rente ao fim da quadra, um lugar bem escondido e ali fiquei o primeiro set todo.

Em todos os games que Daniel jogava daquele lado ele deixava a toalha ali do lado e a gente basicamente trocava algumas palavras de incentivo durante a partida. No início ele gritava: "Não comecei bem, não aqueci direito! Agora melhorei um pouco!", sempre olhando pra mim, aliás o único brasileiro no local. Enquanto isso eu respondia com palavras de incentivo: "Vamos! quebra ele, ele ta "cagado" vamos!". É muito legal ver essa interação e estar bem perto do tenista e poder apoiá-lo em uma final, sempre é claro respeitando o adversário.

No segundo set fiz algo diferente. Acompanhei Marquito nos dois lados, tanto no "buraco" da lavanderia quanto no lado da arquibancada. O detalhe é que não podia ficar em pé do outro lado, mas como Marcos sempre olhava pra mim e conversava comigo durante o jogo, os boleiros que ajudavam na segurança e mandavam as pessoas sentarem acharam que eu era algo parecido como técnico (hahaha). Por isso fiquei ali no canto sem problemas.

Depois da derrota por um duplo 6/4 para Juan Pablo Brzezicki, claro, ele estava triste, mas foi notável que o assédio foi muito maior para com o tenista campeão. Ele demorou cerca de 20 minutos para sair da quadra após a cerimônia só tirando fotos com todos. Nessa eu entrei de cobaia e tive que tirar fotos prumas 20 pessoas, até o câmera do canal que passou os jogos do evento.

Só fui terminar meu trabalho no dia depois das 1h30 da manhã, horário local. Um pouco decepcionado com a derrota de todos os brasileiros do dia, mas feliz por ter tido uma semana excelente de fortes emoções desde partidas nas quadras, entrevistas, até a aventuras nas praias locais da cidade.

Um agradecimento especial a toda galera da organização e da imprensa que me recebeu muito bem em todos os 9 dias. O primeiro para o diretor do torneio, Fabricio Valdivieso, que já morou no Rio de Janeiro e fala bem o português, ex-árbitro de tênis, diretor de eventos há 12 anos que em breve quer fazer torneios no Brasil. Não percam em breve entrevista que fiz com ele.

Agradecimentos ao chefe de imprensa, Victor Hugo Peña e a Fabricio, ao chileno Juan Fuensalida, Santiago, que mora em Quito, ao locutor Renato (esqueci o sobrenome), e ao organizador Byron Moyano (não é aquele árbitro de futebol, o Byron Moreno).

O detalhe negativo é que tive que ouvir muito desse pessoal depois da final. Todo mundo tirando sarro de mim que nenhum brazuca havia ganhado. Mas faz parte, o Equador nem botou ninguém nas quartas! Hehehehe. Abraços a todos!
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