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Blake: ''Eu estou muito mais preparado agora do que antes''

Quarta, 07 de março 2007 às 11:47:38 AMT

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James Blake - Melbourne 07
O americano James Blake participará nesta semana do Pacific Life Open. Ele conseguiu figurar entre os top 10 quando chegou à final do evento em Indian Weels no ano passado. Blake, atual número 6 no ranking da ATP, terminou o ano de 2006 com sua melhor campanha na carreira, após abocanhar cinco títulos. Acompanhe a seguir a entrevista que ele concedeu ao Press Enterprise.

P: Em relação a Indian Wells, qual a sua visão sobre o torneio? É um lugar que te agrada?

R: Eu sempre me divirto por aqui. Foi a primeira vez em que cheguei a uma quarta de final e a uma final em Masters Series. Então, sempre foi muito bom. O clima é agradável, não há nuvens no céu. Eu jogo um pouco de golfe. É muito relaxante.

P: Parece que você realmente se estabeleceu como um dos melhores do mundo. Como é chegar a esse ponto e quão difícil é se manter nesse nível de jogo?

R: Eu acho que vai ser ainda mais difícil, mas eu sinto que eu estou muito mais preparado agora do que antes. Eu tive algum sucesso quando tinha 21 anos. Agora eu vejo o que aconteceu, agora eu acredito que a gente tem que acreditar sempre que pode melhorar. Eu sei que vai ser mais difícil, pois haverá mais pressão sobre mim. Eu vejo isso como um desafio bem-vindo.

P: Você se tornou um jogador top nos Estados Unidos também. Quão especial foi essa realização?

R: Foi muito especial para mim. Foi uma honra muito grande saber que antes de mim estiveram no mesmo lugar jogadores como Andy Roddick, Pete Sampras, Andre Agassi, e Jim Courier. Pensar nesses nomes e ter meu nome incluído nessa lista, mesmo por um curto período de tempo, é muito legal e uma coisa que eu posso me orgulhar.

P: Andy Roddick e você são os melhores rankeados dos Estados Unidos. Em termos de pressão, isso funciona contra ou a favor de você?

R: Eu procuro esquecer a pressão. Você não tem que ser o único cara que carrega um bandeira em cada Grand Slam ou em um Masters Series. Se um de nós não puder jogar, eu fico contente que o outro vai estar lá para nos representar. Eu sempre senti a mesma coisa em relação à Copa Davis. Quando um não está jogando bem, o outro dá conta do recado. Isso já aconteceu algumas vezes, ele segurou as pontas quando eu estava jogando mal e eu também fiz a mesma coisa algumas vezes. Ele tem feito isso mais vezes que eu, mas nós temos um ótimo relacionamento. Nós torcemos muito um pelo outro. È muito divertido ter alguém com quem se possa disputar o primeiro lugar, é uma rivalidade amigável.

P: Você gosta de jogar contra Andy Roddick, considerando que vocês são grande amigos?

R: è difícil jogar contra um amigo. Mas somos amigos. Somos profissionas. Nós fazemos isso diversas vezes, jogar e sair para jantar com ele no dia seguinte. Você quer ganhara dele na quadra, mas fora dela nós voltamos a ser amigos e fazemos piada sobre o jogo.

P: Como você encara, neste momento, enfrentar alguém como Roger Federer?

R: Eu estou certo que tinham caras que se sentiam do mesmo jeito qauando tinham que jogar contra Sampras. È como está enfrentado um lenda. Talvez, quem sabe, algum dia eu possa ganhar dele, talvez algumas vezes, e ficar bem orgulhoso disso. Mas isso também é um fator de motivação. Tem alguém jogando melhor do que você agora e toda vez que você entra em quadra há um objetivo a ser conquistado.

P: Você acha que Federer está desacelerando neste momento?

R: Eu não acho. Talvez quando ele se casar. Disseram que isso abalaria Tiger Woods, não aconteceu. Talvez abale Roger. Eu tenho que acreditar em algo que possa desacelerá-lo.

P: Qual é a sua motivação neste momento?

R: Eu estou tentando melhorar sempre. Eu sei o que fiz para ter sucesso e estou em falta com isso. Eu não lidei bem como deveria com a pressão. Então é tentar sempre manter e elevar o nível de meu tênis. Eu continuo tentando melhorar. Eu sei que tem caras trabalhando duro, eu sei que vai ficar mais difícil, mas tenho que provar que mereço estar onde cheguei.

P: E quanto tempo mais você vai jogar?

R: Eu tento pensar num dia de cada vez. Eu vejo esse estilo de vida, a carreira que tenho, como uma corrida. Se você encara como uma maratona, você estará fora rapidamente. Eu não tento programar nada para daqui a cinco anos. Eu tento ganhar cada jogo que eu puder, pois eu tive muita sorte em ter uma segunda chance na minha carreira. Eu não sei se terei uma terceira chance. Você nunca sabe quando isso vai acabar.

P: Você acha que o tênis está passando por uma crise de popularidade nos Estados Unidos?

R: Eu não acredito nisso. Eu acho que o público ficou mal acostumado com o sucesso de Sampras e Agassi, e até antes com McEnroe e Connors. Mas a globalização que acontece em todos os esportes tem mudado isso. Nós temos mais jogadores estrangeiros na NBA. Nós temos mais jogadores estrangeiros na liga de baseball. Cada dia se torna mais difícil fazer com que um país se torne uma super potência no esporte. Ainda mais quando se tem Roger Federer, está difícil ganhar um Grand Slam. Andy e eu estamos no top 10. Eu acho que nós somos o único país com dois caras entre os top 10. Estamos orgulhosos disso. E temos a dupla número um do mundo. Então, eu acho que as coisas estão indo muito bem.
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