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Diário de Salinas - Sentindo um pouco o que os jogadores passam

Sábado, 03 de março 2007 às 18:47:41 AMT

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Ceviche
Aliás tentei comer algo típico daqui, o chamado "Cheviche" de camarão que são camarões cozidos junto com um molho de mariscos, cebolas, tomates pimenta. Para acompanhar um saquionho que parecia de batata-frita, mas não era. Semelhança é pouco para quando se vê, mas totalmente diferente para quando se come. Não é batata, mas sim banana que é cortada como batata e frita. O prato tem um gosto até que não ruim no início, mas depois fica muito enjoativo, muito ácido. Ou seja, não gostei.

Tanto é que, meus colegas da sala de imprensa comeram, apenas dois deles (de cinco) misturados ao arroz com muito catchup e o resto preferiu o camarão empanado que deveria ser minha opção. Menos mal que não tive problemas de estômago no decorrer do dia.

Deixando o lado da culinária e indo para a parte social. A cidade de Salinas é considerada aqui como a que atraí maior população de poder aquisitivo principalmente de Guayaquil, segunda maior cidade do Equador que fica a 2h de carro. Passeando pelo hotel do torneio situado na principal avenida à beira-mar é notável o contraste primeiro dos carros, alguns muito luxuosos de bairros alto nível em qualquer país, outros muito velhos, carroceria quebrada, placas quase caindo.

Três ruas para dentro do mar já temos um contraste ainda maior com ruas ainda de terra mescladas com asfaltadas, pessoas com muita necessidade morando em casebres com muita dificuldade. A pobreza e a riqueza caminhando juntas.

O Salinas Yatch Club, onde se realiza o evento challenger, claro fica como a parte rica. Não muito grande, mas muito bem montado com iates, barcos e uma vista muito legal. O clube é restrito e por isso há uma grande quantidade de gente bonita caminhando.

Ao conversar com o tenista Marcos Daniel ele disse que a Índia, onde esteve no ano passado em Chennai é ainda mais desigual. Haja vista, a população é muito maior, mais de 1 bilhão.

Os tenistas não só mudam de lugar, mas mudam de comida, mudam de clima e de cultura. Por isso não é fácil toda semana estar em um canto do mundo, a adaptação é algo fundamental para o jogador.
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