X

Bacsinszky não briga por igualdade de premiação: 'Sou uma Zé Ninguém'

Terça, 18 de abril 2017 às 10:17:08 AMT

Link Curto:

Tênis Profissional

A número um da suíça no tênis feminino Timea Bacsinszky, concedeu uma entrevista ao jornal de seu país NZZ am Sonntag, em que fala sobre a luta pela igualdade de premiação entre homens e mulheres no tênis e do reconhecimento popular.



"Os primeiros 50 do circuito masculino, ao fim do ano, ganham muito mais dinheiro que as 50 primeiras do circuito feminino. E isto acontece porque não só os prêmios são menores, mas também porque existem menos torneios no feminino. Algumas jogadoras estão focadas nisto, mas eu não gosto de brigar por isso o tempo todo", disse ela

Ao ser questionada se se incomoda com a diferença salarial a suíça pontuou: "Quando o assunto é dinheiro, não sou uma feminista. Eu amo meu trabalho. A busca por mais e mais dinheiro, posses, é algo que eu não gosto. Se você tem um apartamento, quer uma casa e por aí vai. Acredito que deveríamos estar contentes com o que temos", pontuou.

Bacsinszky concedeu a entrevista ao lado da ginasta Ariella Kaeslin, campeã na modalidade e que completou a fala da tenista semifinalista de Roland Garros em 2016: "Quando eu tinha 18 anos, uma ginasta ganhava muito mais que um ginasta. Eu não concordo com isso".

A reportagem insiste no tema masculino e feminino e questiona, além do ponto financeiro, se as mulheres recebem o mesmo reconhecimento dos homens e Bacsinszky escancara a diferença: "É claro que as pessoas conhecem melhor os 20 melhores do que as 20 melhores. Mas tem gente que não sabe que Martina Hingis (ex-número um do mundo em simples e nas duplas) ainda joga tênis, mesmo que a gente tenha conquistado a medalha de prata no Rio (Jogos Olímpicos). Isso é estranho", destacou.

"Se Roger Federer se lesiona", prossegue, "Todo mundo na Suíça sabe", frisou. "Eu estava no top 10 e no exterior ninguém me reconhecia. Era uma 'Zé Ninguém'", finalizou.

 

 

banner
banner