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Bresnik revela: 'Thiem ganhou o Rio Open com a pior preparação'

Sexta, 14 de abril 2017 às 12:58:08 AMT

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Tênis Profissional

O treinador do jovem austríaco Dominic Thiem, seu compatriota Gunter Bresnik, concedeu uma entrevista ao jornal local Salzburger Nachrichten, em que falou da preparação do pupilo para a temporada no saibro e contou que o melhor do jovem está por vir.



Bresnik revelou ao jornal que desde o inicio da temporada mudanças foram feitas no trabalho com Thiem, que passou por mudanças de raquete e mesmo de tipo de calçado, e pontuou que a preparação para a temporada no saibro está "muito bem". "Poderemos alcançar mais coisas após trabalhar alguns aspectos de seu jogo", destacou o treinador.

Com muitos pontos a defender na temporada de saibro, Thiem foi semifinalista em Roland Garros 2016, e após esta campanha entrou para a lista dos dez melhores da ATP, onde permanece como nono do mundo. Todas essas circunstâncias trazem pressão para o tenista, admite seu treinador que acreditar que "ele pode gerenciar a pressão muito bem".

O saibro é o piso favorito de seu pupilo, o que já causou loucuras como disputar torneios em todas as semanas da temporada no piso. Agora, a programação do jovem é Monte Carlo, Barcelona, Madri e Roma, antes de Roland Garros. A principio, Thiem não disputará Munique ou Nice, onde é bicampeão, mas contou o treinador: "se acontecer algo, veremos como estará".

O treinador revelou que apesar de todos os Grand Slams serem importantes, Roland Garros é especial para o pupilo: "Ele está em casa quando joga no saibro".

E fica em casa mesmo. O austríaco é o campeão da última edição do Rio Open, disputado no saibro, mas a campanha não foi das melhores, ao olhar do treinador: "Este ano, ele jogou no saibro uma vez, com a pior preparação possível, e ainda venceu o torneio", destacou e seguiu: "Dominic ainda não jogou o que pode jogar".

Comparando o Thiem de 2016 com o de 2017, Bresnik opina que hoje seu protegido é "muito melhor jogador". "Ele ainda não alcançou seu topo. Entretanto, ainda não se viu o melhor de Dominic, nem ele tem jogado o melhor que sabe. Ele está jogando melhor que ano passado e hoje em dia se encontra em um nível melhor".

Bresnik ainda comentou que ao ser top 10, você precisa de algumas semifinais e finais durante o ano e quartas nos Grand Slams para se manter no posto. Entretanto, ele vê jogadores fora do top 10 mais difíceis de se bater que vários componentes da lista dos dez melhores do mundo. O austríaco de 55 anos, aponta o australiano Nick Kyrgios, o alemão Alexander Zverev e o belga David Goffin como bons exemplos dito.

 

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