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Marat Safin renasce das cinzas

Domingo, 03 de dezembro 2006 às 16:54:40 AMT

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Safin - Madrid II

Por Fabrizio Gallas

Domingo, dia 3 de dezembro de 2006, marca o renascimento de um dos maiores talentos do tênis atual. Marat Safin encantou o mundo com toda sua potência, eficiência e estilo despojado de jogar tênis que o levaram ao número 1 do mundo em 2000. Agora este título da Copa Davis certamente o dará a confiança necessária para brilhar em 2007 e ser mais um a fazer frente a Roger Federer.

Safin apareceu para o tênis ali em 1998 e despachou Gustavo Kuerten, então campeão de Roland Garros e Andre Agassi. A partir de 2000 veio a confirmação de seu potencial com muitos troféis, a liderança do ranking e a coroação com o US Open. Sempre se mantendo no nível, Safin ficou entre os melhores, ganhou o segundo Grand Slam na Austrália no ano passado onde derrotou o considerado imbatível Federer e até final do ano se manteve no topo.

A partir daí a lesão no joelho começou a incomodar. Veio a cirurgia, os poucos jogos, perda de eventos importantes e consequente queda no ranking. Para um jogador com o estilo dele é necessário ter a confiança e ritmo de jogo e na sua volta ficou aparente que não era o mesmo Safin. Ele alternou vitórias sobre seu compatriota Nikolay Davydenko e derrotas para tenistas fracos, tendo em muitas vezes o triunfo na mão.

O já experiente russo de 26 anos viveu a derrocada. Despencou para o 104º lugar em agosto e chegou a declarar em setembro que a temporada tinha sido um desastre: "Não tenho mais expectativas para esse ano. Não acredito que se dará uma volta e somente em um clique criarei uma nova história. Não espero isso. Não me sinto com sorte, tenho muitos problemas. É difícil".

Mas eis que os meses seguintes foram de uma recuperação. Ele chegou a semifinal em Bangkok, final em Moscou, subiu para o 26º lugar na tabela e agora é o herói da Copa Davis, única competição por equipes do tênis. Safin mostrou não só que tem o talento mas sim personalidade. Pediu para jogar a partida de duplas, foi perfeito e na simples contra Jose Acasuso segurou um possível nervosismo pela importância da partida e consagrou o segundo título da Rússia na história.

A temporada que começa dia 1º de janeiro promete para o tenista. Basta apenas ajustar a cabeça como fez nessa final em Moscou. Esse quesito não é um dos melhores para Marat, mas se controlar um pouco ajuda. E em seu jogo apenas treinar a definição junto a rede onde ainda se mostra vulnerável. Se ele conseguir melhorar nesses aspectos, volta rapido ao Top 10 e incomoda um tal suíço que ganha de todo mundo e só é desafiado por Rafael Nadal.

A mim basta torcer para que isto aconteça e as dores não voltem. Seria mais prazeroso assitir um Safin em forma dando trabalho lá em cima do que um limitado Davydenko que sempre só bate, não sabe se defender, "amarela" na hora H, e ainda é número 3 do mundo.
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