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Feijão alcançou ápice na Davis e vive melhor momento, destaca nutricionista

Terça, 17 de março 2015 às 08:15:00 AMT

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Tênis Profissional

Por Marden Diller - Para todo atleta de alta performance, um dos caminhos tanto para o êxito quanto para o fracasso está na nutrição. Dado o sucesso crescente do brasileiro João Souza, o Feijão, o Tênis News conversou com Izabela Freitas, nutricionista do atleta.

 



Número 1 do Brasil, recordista da Copa Davis, semifinalista do ATP 250 de São Paulo e quadrifinalista do ATP 500 do Rio de Janeiro. Estes são os números de João Souza, mais conhecido como Feijão, no ano de 2015.

 

Tantos bons resultados, no entanto, não vêm apenas do bom trabalho desenvolvido pelo tenista com seu técnico Ricardo Acioly. Segundo Izabela Freitas, nutricionista do número 1 do Brasil, o tenista vive sua melhor forma física em função de mudanças em sua alimentação, adotando um regime de restrições. O método utilizado por Feijão já foi adotado por outros tenistas como sérvio Novak Djokovic e a alemã Sabine Lisicki, por questão de necessidade, já que ambos possuem alergia à glúten.

 

“Houve uma mudança na dieta em julho de 2014, quando introduzimos a dieta sem glúten e sem lactose,” comentou Izabela. “Logo o bom resultado do Feijão nos duelos da Copa Davis se deram quase que basicamente em função desta melhoria na alimentação. Ele está, sem dúvida, vivendo seu melhor momento físico. Fazemos avaliações antes dos torneios e antes da Copa Davis ele estava com 7,5% de gordura corporal, ou seja, ele está com muita massa magra, o que permite que ele seja mais resistente, mais forte e muito mais rápido.”

 

A nutricionista ainda comentou que a dieta do brasileiro é totalmente flexível, adaptável de acordo com a fase física do atleta, do momento que ele vive no circuito e, principalmente, do local onde o tenista se encontra.

 

“Nestas semanas pós-Davis a dieta está sendo basicamente hipercalórica, hiperproteica, hipolipídica e normoglicídica, ou seja, com a finalidade de recuperar toda a massa muscular perdida na maratona da Davis com altas doses de proteína, estamos usando um quantitativo de 2,2g de proteína por quilo de peso por dia; baixa dose de gordura e uma quantidade de carboidratos normal, de acordo com o gasto dele durante os treinos,” explicou.

 

Sobre o futuro, Izabela explicou que as variações da dieta se dão em razão de momentos, locais e avaliações periódicas do atleta.

 

“De acordo com a etapa que ele vive fisicamente, seja em treinos, torneios, recuperação muscular, o quantitativo destes nutrientes flutua. Outro fator que influencia no formato da dieta é a disponibilidade dos alimentos em cada país, bem como as condições de cada torneio, para isso são realizadas avaliações de tempos em tempos.”

 

Claro que bons resultados vem quando alia-se um bom controle nutricional à um trabalho físico igualmente bem feito. A rotina de treinos físicos do brasileiro é tão rigorosa quanto sua alimentação. Declaradamente adepto deste tipo de treinamento, Feijão costuma praticar corridas na praia, ter sessões puxadas em quadra, além do trabalho desenvolvido em parceria com Josué Moraes, do Comitê Olímpico Brasileiro, no Centro de Treinamentos para Atletas Olímpicos do Parque Aquático Maria Lenk.

 

Feijão e sua equipe apostam cada dia mais na sinergia na busca por resultados cada dia melhores.

 

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