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Melo celebra melhor fase e reforça desejo por título em Wimbledon

Quinta, 05 de março 2015 às 08:00:00 AMT

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Tênis Profissional

Por Fabrizio Gallas, em Buenos Aires - Marcelo Melo voltou ao melhor ranking (3º) na segunda-feira ao conquistar o ATP 500 de Acapulco, no México, junto com Ivan Dodig. O mineiro comemorou o feito e ressaltou o melhor momento da carreira.



Foto: Cristiano Andujar

"Continuo no meu melhor momento da carreira, voltei ao meu melhor ranking. Desde Xangai 2013 (título anterior da dupla) batíamos na porta várias vezes, vínhamos perseguindo um título, batendo na porta em torneios grandes. Em Acapulco começamos jogando bem, não tínhamos tantas esperança, mas fomos indo, conseguimos usar toda a confiança da Austrália. Ganhamos um torneio grande, não tínhamos título de ATP 500 ainda. Estamos na melhor fase", continuou o mineiro que na Austrália esteve a um ponto de voltar à final de um Grand Slam em derrota na semi para os franceses Pierre Herbert e Nicolas Mahut.

Ao ser perguntado seu principal objetivo para o ano, Melo não teve dúvidas ao ressaltar o desejo para levantar Wimbledon onde foi vice-campeão em 2013 com Dodig perdendo a final para os irmãos Bryan: "Esse título pode ajudar muito (na busca por um Slam). Esse ano foco é completamente em Wimbledon. Faço minha cabeça inteira em Wimbledon, pela maneira que estamos jogando, condições melhores para nós. É o torneio que realmente queremos. Wimbledon é nosso favorito, se pudesse escolher um Slam para vencer, seria lá, gostamos de lá, já fizemos final, é na grama", apontou Marcelo não descartando a hipótese de fazer um bom resultado no próximo Major, em Roland Garros onde apesar do saibro, "tem um bola rápida que ajuda nosso jogo".

Por conta da viagem do México, Melo chegou na segunda-feira e só iniciou nesta terça os treinos para o duelo contra a Argentina na Copa Davis onde atua com Bruno Soares, dupla que só perdeu uma partida junta em Davis. Por conta da chuva de terça, só terá de dois ou três treinos na quadra central de Tecnópolis para o confronto da Copa Davis diante dos argentinos.

"Foi a primeira vez que joguei, quadra não está 100% nivelada, mas tá boa, o saibro daqui é bom, meio grosso, tipo o de Roland Garros. Quadra nova assim que se faz é difícil ficar ótima rapidamente, no Brasil também sempre fica meio desnivelada, mas pelo que treinamos, o desnível não interferiu tanto".

"É um confronto duro pra nós, condições bem lentas. Serão praticamente dois treinos na quadra oficial, tem que adaptar, não tem opção, cheguei meio que de última hora por jogar Acapulco, estou meio que recuperando da viagem, mas hoje consegui treinar melhor, estou indo bem, de acordo com o tempo".

A dupla argentina será definida ainda hoje com Carlos Berlocq ou Leonardo Mayer com Diego Schwartzman e com chance de mudança até momentos antes da partida de sábado. Melo faz sua aposta: "As duas formações são parecidas, o que pode variar não vai interferir muito. Mayer saca melhor que Schwartzman. A forma que eles jogam sacar e ficar no fundo é basicamente a mesma. Formação vai do depender do resultado da sexta, hoje acredito que seira Mayer/Berlocq, mas difícil colocarem os dois pra jogarem os três dias."

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