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Presidente da CBT promete que deixará cargo em 2017

Segunda, 16 de março 2015 às 08:00:00 AMT

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Tênis Profissional

Por Fabrizio Gallas, em Buenos Aires - Depois de mudar o estatuto em 2012 e se reeleger para um novo mandato que termina no começo de 2017, Jorge Lacerda, atual presidente da Confederação Brasileira de Tênis, prometeu não buscar nova manobra para continuar no cargo.



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No poder desde 2005 quando assumiu após a queda de Nelson Nastás, Jorge cumpre seu terceiro mandato e afirmou ao Tênis News que não irá continuar.

"Não vou tentar uma reeleição", afirmou o catarinense: "Alteramos o estatuto para ter no máximo duas reeleições. Nosso estatuto é uma das poucas Confederações que é toda aprovada pelo Ministério do Esporte. Fizemos Assembléia ao fim do ano para adequar à portaria e à lei, estamos tudo dentro da legislação. Fico até o 1º quadrimestre de 2017. Durante todo 2016 faremos a prestação de contas e depois ao término do ano, começo de 2017 teremos a eleição pela Assembleia," disse Lacerda que não quer falar sobre quem vai apoiar para lhe suceder no cargo.

"Ainda está muito longe para sucessão, estamos na metade da 3º mandato. Estamos focados nas Olimpíadas e Pan-Americano e o Centro de Treinamento, é nosso foco".

Centro de Tênis e momento do tênis brasileiro - Lacerda afirmou que está em andamento com a montagem do projeto para a CBT ter posse do Centro Olímpico de Tênis ao término da Olimpíada. Reuniões irão acontecer no fim do mês e ele espera mandar o projeto ao Ministério do Esporte até o fim do ano.

"Que eu saiba, não há ninguém mais buscando a posse do local e estamos nos antecipando para ter o Centro Olímpico e de lá fazer o Centro de Treinamento que é o que está faltando ao tênis, ter um lugar forte para ajudar nossos tenistas para treinar, fazer uma pré-temporada, unir todos. Além disso poderemos realizar torneios como o Rio Open onde o custo diminuiria muito, além de Copa Davis etc".

"Todas as federações como Suíça, França tem esse Centro, Austrália ficou anos com poucos jogadores e agora está com jovens chegando. Os Grand Slams são outra realidade, muita verba, cada Slam, muita grana pra investir, nós hoje temos (patrocínios, verbas do COB e R$ 9 milhões dos Correios), mas sabe como é, tênis é um esporte caro".

Jorge fez também um balanço positivo do momento atual do tênis nacional, destacando nossos jovens e a subida de João Souza, o Feijão: "Evoluímos muito na parte juvenil, ano passado foi um baita resultado, nos últimos três anos, de acordo com relatório do Cosat, o Brasil superou todos os outros países, inclusive nos ITFs. Estamos fazendo jogador", disse Lacerda.

"Agora quando vira profissional ou não, na mudança é mais pessoal, como o caso do Bellucci que subiu de forma mais recente e o Feijão agora que demorou um pouco mais (a despontar). A diferença entre os dois era os torneios que jogavam , um ATP e outro challenger, Feijão mostrou que superou essa fase, se consolidou nos ATPs e está jogando bem lá. Hoje temos dois entre os 100 , temos uma dupla muito forte, o Marcelo Demoliner está crescendo, André Sá jogando muito bem, nossa meninada subindo com Guilherme Clezar, Thiago Monteiro, e a garotada indo bem nos futures nos Estados Unidos o João Menezes com final e título de duplas, o Orlandinho com semis e quartas. Nosso feminino está bem forte".

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