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Capitão argentino estuda brasileiros em Melbourne e rechaça favoritismo

Terça, 27 de janeiro 2015 às 02:05:18 AMT

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Tênis Profissional
O capitão argentino na Copa Davis, Daniel Orsanic, esteve em Melbourne para acompanhar seus tenistas na disputa do Australian Open, mas também aproveitou para assistir e estudar os tenistas brasileiros que fizeram parte da disputa. Orsanic contou o que viu ao jornal La Nación.

O país que vai receber o Brasil entre 6 e 8 de março para a disputa de primeira rodada da Copa Davis, contou com seis jogadores na chave de simples do Australian Open contra dois brasileiros. Todos com exceção do número um argentino, Leonardo Mayer, caíram na estreia. Mayer não passou da primeira rodada.

Dado o cenário, Orsanic disse na entrevista que as condições não eram as mais propícias para os jogadores, mas que tirou um saldo positivo das participações: "Vi coisas boas de cada um em momentos de seus jogos. Notei boa atitude, mais que bom nível, e isso é considerado".

Questionado sobre o que viu dos brasileiros, o capitão argentino, que treinou Thomaz Bellucci entre 2012 e 2013, não viu muita coisa nova, mas se preocupa: "Vi Bellucci, que jogou um bom primeiro set contra David Ferrer, mas não pôde sustentar. (Ele) tem categoria, mas não encontrei nele coisas diferentes as quais tinha trabalhado com ele. Apesar de que o imprevisível o faz perigoso. Depois da Copa Davis contra a Espanha ganhou muitos jogos, e este ano perdeu os dois que jogou, mas isso é relativo, esta gira (australiana) não é a mais propícia. Vamos ter uma ideia melhor nos torneios do Brasil, vamos ver como joga em sua casa. Algumas vezes vai bem, outras mal", opinou.

Orsanic também estudou o número dois do Brasil, Feijão: "Vi João Souza, que pode ser o segundo jogador de duplas e que colocou (Ivan) Dodig em apuros. Não é constante, mas bate forte com a direita".

O capitão ainda falou de quem mais teme no time brasileiro: "Marcelo Melo e Bruno Soares são duplistas que já chegaram ao nível mais alto, mas temos uma chance de superá-los, será em Buenos Aires e em na quadra que vamos escolher".

Orsanic comentou ainda que estuda nomes como o do jovem Facundo Bagnis* para jogar duplas e que não deseja improvisar nas duplas: "Não quero improvisar uma dupla que jogue junta pela primeira vez, gostaria de pelo menos já tenham um torneio prévio. Machi (Maximo González) já jogou muitas vezes com (Juan) Mónaco, Mayer com (Carlos) Berlocq, (Horacio) Zeballos e (Diego) Schwartzman também. Temos variantes, mas quero chegar a uma que faça a diferença. Brasil tem um ponto muito forte nas duplas, mas se quero ganhar, para isso vou armar a dupla que melhor considere.

Questionado se o país anfitrião tem o favoritismo, Orsanic rechaçou a ideia: "Não somos favoritos. A série é muito parelha. Se somos locais, temos a oportunidade de fazer valer essa condição".

*Bagnis joga desde os temos de juvenil ao lado de Federico Delbonis e por ser uma opção.
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