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Especial - Brasileiros tentam fazer história em Melbourne

Sábado, 17 de janeiro 2015 às 17:24:13 AMT

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Tênis Profissional
Por Ariane Ferreira - Os tenistas brasileiros nunca tiveram muita sorte nas disputas do Australian Open, apesar de em 2014 Marcelo Melo e Bruno Soares terem mudado a escrita geral em torneios na Oceania ao, como rivais, decidirem o torneio de Auckland.

Entretanto, o slam australiano viu poucos brasucas fazerem história em suas quadras. A melhor campanha de um tenista tupiniquim em terras australianas foi de Maria Esther Bueno. A maior tenista da nossa história foi finalista da edição de 1965, quando disputou o título com a lendária tenista local, Margaret Court - que hoje dá nome a segunda principal quadra do complexo de Melbourne Park. Maria Esther viu-se obrigada a abandonar a partida lesionada. O piso na época era a grama, especialidade da paulista.

Somado ao triunfo da década de 1960, a chave feminina do Aberto da Austrália não tinha uma brasileira desde 1993, quando Vanessa Menga disputou o torneio, de simples e também de duplas, sem fazer boa campanha. A escrita finalmente foi quebrada por Teliana Pereira, que caiu na primeira rodada da edição 2014 e que em 2015 não conseguiu vaga direta e ficou pelo qualificatório.

Do lado masculino, o melhor resultado brasileiro foi uma terceira rodada de Gustavo Kuerten na edição 2004. O Manézinho da Iilha chegou as quartas de final da chave de duplas do Slam, jogando ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti, quando perderam para o sueco Jonas Bjorkman e o australiano Patrick Rafter, dupla que foi campeã na oportunidade.

A escrita de Guga foi repetida por Thomaz Bellucci na edição 2013. Jogando ao lado do francês Benoit Paire, em parceria inédita e que conquistou o público, Bellucci chegou a eliminar a parceria de Bruno Soares e Alexander Peya, mas parou diante da dupla espanhola Marc López e Marcel Granollers, então a segunda melhor parceria do mundo.

Quartas de final em duplas também foi o melhor resultado da carreira do mineiro Bruno Soares que em 2012, ao lado do norte-americano Eric Butorac, foi eliminado pela parceria do indiano Leander Paes e do tcheco Radek Stepanek. Além do mineiro, a parceria de André Sá e Flavio Saretta também chegou as quartas em 2004 quando caíram para os irmãos Bob e Mike Bryan, vice-campeões na oportunidade.

Em simples o retrospecto é desanimador. Fernando Meligeni alcançou à segunda rodada apenas uma vez em 1997. Flávio Saretta sequer passou da primeira rodada. Thomaz Bellucci, que fez sua primeira participação no Slam em 2009, alcançou a segunda rodada em 2010 quando perdeu para Andy Roddick; em 2011 quando foi derrotado em cinco sets pelo tcheco Jan Hernych; em 2012, quando perdeu de virada para o francês Gaël Monfils, e em 2014 oportunidade em que foi eliminado por outro francês, Jo-Wilfried Tsonga, após ter furado o torneio qualificatório..

Nesta edição 2015, Bellucci e João Souza, o Feijão, serão os únicos brasileiros em simples a disputar a chave principal. O natural de Tietê tem a difícil tarefa de superar o espanhol David Ferrer, nono favorito. Feijão, por sua vez, tem que encarar o forte saque do croata Ivan Dodig.

Em duplas, o Brasil conta com Bruno Soares, que ao lado de Alexander Peya, da Áustria. Marcelo Melo joga ao lado do croata Ivan Dodig. Ainda nas duplas masculinas, o experiente André Sá disputará o torneio de duplas ao lado do croata Ante Pavic.
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