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Franceses e tchecos exaltam a atmosfera de disputar a Davis em Roland Garros

Quinta, 11 de setembro 2014 às 17:34:27 AMT

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Tênis Profissional
Um dos duelos mais aguardados deste final de semana é República Tcheca e França. Os tchecos buscam a terceira final em 3 anos, enquanto os franceses vem sedentos por um bom resultado com nesta geração. Na véspera do início dos jogos, os tenistas falaram sobre o duelo.

“É um sentimento muito especial pois tenho muitas memórias em Roland Garros, não só como profissional mas também quando criança, pra mim será muito especial jogar aqui,” comentou Tsonga. “Eu acho que, apesar de jogarmos em casa, a pressão estará em nossos ombros, pois estamos tentando buscar um troféu na Davis com essa geração, eles já tem 3 então acho que a pressão será toda em nossos ombros.”

Gael Monfils, que eliminou Roger Federer no US Open na última semana, destacou a dificuldade de adaptação rápida após a longa viagem. “Estou muito cansando, foi uma ótima campanha no US Open mas a recuperação do jet lag é sempre muito complicada. Espero pode fazer uma boa campanha nesta competição que é tão boa para o nosso povo.”

O capitão da equipe francesa, Arnaud Clement, comentou o quanto ele considera importante o fato de o duelo ser disputado em Roland Garros, para seus jogadores.

“Estamos muito focados, será um grande um momento para o tênis francês e meus jogadores estão bem preparados para entrar em quadra. Este estádio foi construído para a Davis, não havia lugar melhor para ser disputada esta semifinal dada toda a tradição deste lugar e a conexão que ele tem com o tênis francês, sem contar a motivação, ânimo e energia que traz para nossos tenistas,” comentou Clement.

Do lado tcheco, Tomas Berdych deu show de simpatia e falou sobre diversos aspectos e impressões de estar em Roland Garros para um duelo da Copa Davis.

“Será um final de semana muito difícil, enfrentaremos grandes jogadores, diante de sua torcida e em casa. Mas já estivemos nesta situação no passado, mas ambos os times tentarão os 3 pontos então vamos “lutar até a morte” e ver o que acontece ao longo do final de semana,” disse Berdych. A maior pressão sem dúvida está com eles pois eles vem buscando um bom resultado na Davis há muito tempo e com certeza estão querendo muito com isso, portanto vamos tentar usar isso como uma pequena vantagem para nós. “

“Estar em Roland Garros é sempre um grande momento, mas desta vez é uma sensação estranha ao mesmo tempo que mágica, pois chegamos aqui em maio e está sempre tudo muito lotado, muitas pessoas por todos os lados e desta vez temos o complexo inteiro só pra nós e para a equipe francesa. Outro fato engraçado é que estamos no vestiário feminino, acho que poucos tenistas tiveram esse oportunidade,” concluiu o tcheco aos risos.

Além de Tsonga, Radek Stepanek é outro que traz consigo grandes lembranças do complexo de Roland Garros e se sente muito bem ao disputar a Copa Davis no local.

“Eu tenho estado na tour por muito tempo, tenho grandes lembranças de Roland Garros na minha infância, lembro que uma vez quando eu tinha 6 anos, estava aqui com meu pai e quando estávamos indo embora eu olhei pra trás e falei como em um dos filmes do Exterminador do Futuro: ‘eu voltarei’. E cá estou de volta, depois de tantas participações no Aberto Francês, e espero poder ajudar meu time a conquistar a vitória.”

Já o capitão tcheco Jaroslav Navratil finalizou a coletiva rapidamente falando sobre a sensação de tentar levar a República Tcheca a mais uma final de Copa Davis. “Pra mim é um momento especial pois eu perdi a final ano passado na Sérvia, os franceses vem com um time muito forte mas eu espero ser o time a terminar o domingo com os 3 pontos.”
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