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Feijão rebate capitão: 'É brincadeira questionar minha capacidade física'

Terça, 02 de setembro 2014 às 17:57:55 AMT

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Tênis Profissional
João Olavo Souza, o Feijão (Taesa/Correios/Asics/Wilson), número 113 do ranking, que está em Medellin para a disputa do torneio challenger que distribui US$ 50 mil mais hospedagem, sobre o piso de saibro, lamentou a ausência da equipe brasileira da Copa Davis que enfrenta a Espanha no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo (SP).

"É uma pena, estou muito triste por ficar de fora nesse confronto", disse o número dois do país: "Estou muito decepcionado por não ter sido convocado. Dessa vez não estou voltando de lesão, não estou machucado e tampouco venho de maus resultados. Pelo contrário, indiscutivelmente estou em melhor fase do que os outros dois que foram convocados para disputar a 4ª vaga do time " continuou o tenista que rebateu as afirmações de João Zwetsch que estaria menos preparado fisicamente do que os tenistas que foram chamados para a equipe.

"É brincadeira o capitão questionar minha capacidade física ainda mais para um confronto em quadra coberta e em São Paulo com jogo na altitude e veloz. Também já disputei jogos de Grand Slam e Copa Davis e nunca tive problemas de resistência física".

Aos 26 anos, Feijão destaca ter ficado descrente de que possa ter oportunidades enquanto João Zwetsch for o capitão da equipe brasileira.

"O que que eu preciso fazer para ser convocado ? Só serei chamado se vier a ser um tenista top 50 onde ele não terá saída para não me convocar ? Sinceramente espero que não seja nada pessoal e espero que eu passe a receber alguma chance em convocações futuras. De qualquer maneira este pode ser um bom momento de se repensar o cargo de Capitão da Copa Davis no Brasil pois o ideal é fazer como na maioria dos outros países , aonde a pessoa que está na posição é exclusiva da Davis e não treina outros jogadores do circuito.

Feijão reiterou que, independentemente da não convocação, está com o time do Brasil na busca pela vitória contra a Espanha: "Independente de estar muito chateado com a notícia vou torcer muito para que o Brasil vença essa eliminatória pois sou muito patriota e muito amigo de todos os jogadores da equipe".

Zwetsch, que convocou Guilherme Clezar e Rogério Dutra Silva para disputar a última vaga do time, havia apontado os motivos para não ter convocado Feijão: "Reconheço que o Feijão está em melhor fase, mas melhor fase não quer dizer melhor nível. Na outra convocação havia dito que ele, Guilherme Clezar e o Rogerinho estavam no mesmo nível. Eles tem os mesmos resultados, não vejo muita diferença. Eles não têm resultados expressivos em torneios grandes", disse Zwetsch que seguiu.

"Conversei com o Pardal (Ricardo Acioly, técnico de Feijão) e não vejo certo ele como nosso número dois fixo. Ele não está preparado para isso. Se Feijão tivesse feito quatro, cinco grandes resultados, com certeza teria sido convocado e estaria entre os 70 do mundo. "Eu sei que o Rogerinho suporta quatro horas de um jogo brigado contra um espanhol, não vejo isso no Feijão".

"Não é que estou falando que o Feijão não é capaz, eu apenas não o vi fazendo isso e o Rogerinho sim. Não é não confiar, como eu disse o nível dos dois é igual, mas a gente já viu o Rogerinho fazendo isso. Quem não se lembra da batalha contra o Vasek Pospisil ? Nós sabemos que ele aguenta mentalmente e fisicamente."
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