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Capitão pede respeito e apoio a sua decisão

Terça, 02 de setembro 2014 às 17:45:58 AMT

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Tênis Profissional
Por Ariane Ferreira - O capitão do time brasileiro da Copa Davis , João Zwetsch, pediu respeito as suas escolhas para o time, disse entender as críticas, ressaltou a positividade na atitude de João Souza, o Feijão, em querer jogar da eliminatória e pediu apoio para o grupo.

Foto: Marcelo Zambrana

O capitão foi questionado sobre a polêmica gerada previamente a convocação com informações publicadas pela imprensa de que João Souza não seria chamado para a disputa. Zwetsch pediu respeito a sua opinião. "Não sei por que se criou essa celeuma", exclamouou.

"Eu acho que a própria posição do Feijão de querer jogar, de dizer que está pronto caso fosse convocado é legal é o que a gente espera dos jogadores. Tanto é que já falei, pelas conversas que tive com o Pardal *Ricardo Acioly, treinador do João Souza) em Nova York a tendência era ser esse time que está aí. Ele mesmo já sabia disso", elogiou a postura do paulista.

"Não me envolvo nessas polêmicas. Respeito a todos, cada um pode ter sua opinião, cada um de vocês. Eu não penso ou tenho a pretensão que que todos tenham que ter a mesma opinião e concordem comigo. Tenho meus princípios, meus conceitos. Todos baseados em fatos, tudo o que eu falei dos pontos e das 'diferenças' tem a ver com a convocação", indagou e prosseguiu: "Tomara que as pessoas entendam e no fundo, no fundo o que a gente espera é o apoio. Esses meninos estão representando o nosso país. É o Brasil, o nosso Brasil", finalizou.

Após a coletiva, João Zwetsch atendeu à reportagem do Tênis News e brincou a preferência de convocação da reportagem. O capitão ressaltou que momento é um dos critérios que utiliza para convocação, mas mesmo com bom momento não vê em João Souza o número dois indiscutível do Brasil.

"A gira do Feijão na Europa tem todos os méritos. Tomara que ele suba de nível e seja nosso número dois incontestável, mas hoje ele não é. Vai colocar um contra o outro (Rogerinho, Guilherme Clezar e Feijão), você não fala quem ganha", destacou para equiparar as qualidades de suas opções.

"É lógico que momento é uma coisa a ser considerada, como eu fiz com o Rogério ano passado após o US Open que ele fez. Se o Feijão tivesse ganho dois, três challengers, eu levaria o Feijão. Mas nós sabemos que fazer uma, duas semifinais é diferente de ganhar um torneio", explicou usando o belga David Goffin como exemplo. O tenista da Bélgica estava em processo de recuperação de ranking, venceu três challengers consecutivos, dentre eles Tampere, na Finlândia onde Rogerinho fez semifinal, e na sequência conquistou o título do ATP 250 de Kitzbühel e fez semifinal no ATP 250 de Winston-Salem.

"Pouco foi falado dos méritos do Rogério de jogar essa eliminatória", reclamou e brincou com a reportagem Tênis News sobre sua preferência. “ Você se quiser pode ter sua preferência. Eu é que não posso ter preferência nenhuma. Não é melhor momento apenas, eu tenho que olhar o contexto”, finalizou.

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