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Djokovic pede mudanças no calendário e na data do Australian Open

Domingo, 16 de março 2014 às 09:51:20 AMT

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Tênis Profissional
Novak Djokovic, 2º do mundo, pediu mente aberta e mudanças no calendário em entrevista coletiva concedida na noite de sexta-feira ao vencer duelo nas quartas do Masters 1000 de Indian Wells, na Califórnia. O tenista quer o Australian Open mais para frente.

"O tênis deveria ser mais aberto a inovações com pessoas criativas com intenções certas para que se cresça e melhore. Temos que estar mais abertos ao mundo moderno pois em certas coisas o esporte está décadas atrás. Sem desrespeito a tradição do esporte, que é bem importante, acho que é importante manter a integridade e sempre lembrar da história. Mas por outro lado é preciso seguir em frente. Tudo está progredindo. Não podemos estagnar. São vários aspectos que o tênis precisa melhorar, é um esporte que ainda não usou todo o seu potencial, é muito global, segundo ou terceiro mais praticado no mundo", disse Djokovic que pediu mudanças na data do primeiro Grand Slam do ano que acontece na terceira do ano. Djokovic tem quatro títulos em Melbourne.

"No mundo ideal o Australian open começaria umas três ou quatro semanas mais tarde. Ter o torneio como um dos quatro Slams e logo no começo do ano é muito cedo. Depois ter um longo período para o próximo Grand Slam e Roland Garros, Wimbledon e US Open em um espaço de dois meses e meio mais ou menos. Depende da perspectiva de cada, mas pra mim não é o ideal. Depois de passar 10 anos no circuito e três na política do esporte, fiquei com o senso de que as pessoas tem medo de fazer mudanças racionais. Elas têm medo de causar problemas com a história e cultura que o esporte possui".

Djokovic seguiu no seu discurso e também pediu mudanças para a Copa Davis: "Eu concordo com certas coisas, mas são muitas outras que fechamos a porta cedo para discussões. O calendário poderia ser muito trabalhado. A Copa Davis é outro assunto. Nos últimos 15 anos não se viu tantos tops, o que é chato pois é a única competição oficial de equipes onde se representa seu país tirando a Olimpíada. Eu curto jogar, mas como este ano tive que decidir não jogar pois o calendário é muito apertado. A Copa Davis vem sempre depois dos principais torneios. Precisamos ter essas discussões e ver mudanças no formato, talvez não jogar melhor de cinco sets e sim de três e ao invés de três jogarem dois dias. Mas é difícil pois se mexe na estrutura e aí vem os diretores, organizações. Nós pertencemos a ATP, mas temos os Grand Slams e depois a ITF e aí a WADA (Agência Anti-Doping), muitas organizações. Pra quem é fora do tênis é difícil até seguir e entender o que acontece. É preciso ser mais simples para crescer".
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