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'Não sei o que acontece entre Bellucci e a torcida', diz Volandri

Quarta, 20 de novembro 2013 às 09:00:00 AMT

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Tênis Profissional
Por Ariane Ferreira - Filippo Volandri, 70º da ATP, pode dizer que está em casa quando compete no Brasil. Campeão do Challenger Finals, o italiano conversou com Tênis News e relembrou as boas campanhas e seu sentimento nas partidas contra Thomaz Bellucci onde foi apoiado.

Foto: Marcello Zambrana

“Sempre jogo bem aqui no Brasil, ano passado eu fiz final e este ano quartas de final no Brasil Open. Mas aqui (Challenger Finals) é diferente, é um torneio outdoor e eu estou vindo da Europa, onde está muito frio. É muito diferente estar pronto para jogar em condições tão diferentes”, explicou o tenista que na final no Harmônia Tênis Clube bateu o colombiano Alejandro Gonzalez e deu um salto de vinte posições na ATP

O italiano disse realmente se sentir em casa quando está no Brasil: “Tem muitos italianos aqui. Eu tenho muitos amigos em São Paulo e Salvador. É quase como a Itália. É a mesma mentalidade. É sempre bom pra mim jogar aqui, é diferente dos demais países”, destacou.

Perguntado sobre as duas vitórias que obteve sobre o número um do Brasil, Thomaz Bellucci, em 2012 e 2013 no Brasil Open, que até este ano era a maior competição do país, Filippo mostrou certo desconforto. No triunfo deste ano, além de ser apoiado pelo público, viu o Ginásio do Ibirapuera vaiar o paulista: “Eu não sei o que acontece entre Thomaz e a torcida. Não conheço a história, mas eu me senti bem, especialmente no ano passado, quando no terceiro set ele estava se sentindo 'morto', sacava e voleava, as pessoas começaram a estar mais do meu lado do que do dele, e eu curti isso. Do mesmo jeito que foi estranho. Eu sempre gosto de jogar no Brasil porque as pessoas são sempre calorosas, é quase como a mesma coisa de se jogar na Itália, eu gosto muito”, afirmou.

Questionado sobre o momento do tênis italiano, campeão da Fed Cup, com duas tenistas entre as melhores do mundo, um dos juvenis mais promissores da atual geração (Gianluigi Quinzi), Volandri exaltou o trabalho de Flavia Pennetta, Sara Errani, Roberta Vinci, Francesca Schiavone e companhia: "Temos que dizer que as meninas têm feito um trabalho incrível nos últimos dez anos. Nós homens sempre tentamos fazer nosso melhor, o ‘movimento’ está crescendo. (Fábio) Fognini e (Andreas) Seppi estão entre os 25 melhores por um bom tempo", ressaltou ao mesmo tempo que deu um alerta a promessa da bota: "Quinzi joga de maneira incrível, mas ele precisa manter os pés no chão, porque o caminho será longo. Ele tem que seguir como ele está fazendo agora”.

Perguntamos a Volandri como a postura de Quinzi foi observada após sua vitória em Wimbledon, já que o garoto, em entrevista ao principal jornal esportivo da Itália, o Gazzetta Dello Sport , chegou a afirmar que o sucesso de Rafael Nadal se explica apenas com doping. Filippo não aliviou e "puxou a orelha" do jovem: “Ele é muito jovem ainda para saber como a coisa funciona. Ele realmente cometeu alguns erros e outros equívocos, mas acredito que ele aprendeu a lição e nós esperamos que ele não faça isso novamente. Outra, jogar juvenil e professional são dois esportes diferentes. Não conta muito o que você venceu quando junior. Nós todos torcemos pelo sucesso dele no futuro, ele joga realmente muito, muito, bem. Então, todos esperamos que ele seja um jogador profissional muito bom”, finalizou.

Aos 32 anos, Volandri não pensa em aposentadoria em breve, mas já sabe o que quer após sua retirada: "Continuo aproveitando meu tênis agora, continuo me divertindo, espero poder seguir jogando por mais alguns anos. Depois não sei ao certo, talvez eu siga trabalhando com o tênis, em algum dos comitês técnicos da federação. O que sei é que estarei apto a ajudar qualquer jovem jogador, o que eu acho que é muito importante, passar-lhes o que sei”.

Torcedor do Milan, Volandri não está tão otimista em relação ao momento do futebol no seu país, que como o Brasil, tem o esporte coletivo como principal meio de entretenimento e paixão do povo. “Não acho que seja um grande momento da seleção de futebol da Itália, temos sentido isso, mas somos um time forte a qualquer momento, principalmente nos piores momentos nós tiramos nosso melhor. Nós lutamos, mesmo que não joguemos bem, e isso é suficiente”, opinou.
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