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Podemos esperar um novo Bellucci em 2014, diz preparador físico

Sexta, 18 de outubro 2013 às 12:22:45 AMT

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Tênis Profissional
Por Fabrizio Gallas - O calcanhar de aquiles de Thomaz Bellucci é o físico. E em 2013 ficou ainda mais evidente com as seguidas lesões no abdômen e tendinite no ombro que o tiraram da quadra por quatro meses no total e o fizeram despencar no ranking.

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Após trocar seu técnico, que agora é o espanhol Francisco Clavet, o número 1 do Brasil e ex-21 do mundo, também mudou na equipe o preparador físico, que agora passa a ser André Cunha, sócio e coordenador da academia 4Perform, em São Paulo.

Cunha não é nenhum novato para Bellucci. Foi em sua academia que o tenista tratou as duas lesões com o acompanhamento do médico Gustavo Maglioca e o fisioterapeuta Ricardo Takahashi e o ex-preparador do tenista, o argentino Leonardo Prieto, que dividia o trabalho com o paulista junto com a italiana Francesca Schiavone.

“Bellucci já vem aqui desde o início do ano com o ex-preparador dele, o Leonardo Prieto, da época que trabalhava com o Daniel Orsanic. Thomaz realizava os treinos com o Leonardo aqui. Quando o Leonardo saiu junto com o Daniel o Thomaz me convidou para fazer a parte de preparação dele junto com o médico Gustavo Maglioca, o fisioterapeuta Ricardo Takahashi e a psicóloga, Carla di Pierro”, conta Cunha que relata ver o brasileiro 100% para os torneios de fim de ano em Buenos Aires, Montevidéu e Bogotá, o qual buscará confiança, ritmo e resgate dos 150 pontos perdidos na próxima segunda-feira.

“A recuperação da tendinite foi excelente. Foi rápida, bem planejada, bem trabalhada. A transição pra volta aos treinos foi excelente, ele está 100%, vejo ele com chance de fazer bons resultados para dar continuidade e chegar 200% para o ano que vem,” diz Cunha que prossegue: “Esse início de trabalho estamos focando na parte de prevenção acima da parte de performance. Não consigo pensar em performance se meu atleta está lesionado, é impossível. E um dos pontos que tenho colocado para o Thomaz é que ele é muito forte e potente pra o que a estrutura do corpo dele pode suportar em termos de qualidade de movimento”.

André, que também supervisiona a parte física de outros atletas da 4Perform, como o piloto de Stock Car, Allan Khodair, vê a parte física do brasileiro como “muito boa”. Apesar do elogio, ele aponta os defeitos que estão sendo investigados e que serão trabalhados ao longo da pré-temporada com o tenista.

“Existe um conceito, criado por um fisioterapeuta americano( Gray Cook), conhecido como pirâmide de performance. O topo da pirâmide é baseado no treinamento da atividade específica que seria o tênis em si e abaixo na pirâmide seria força e potência e a base da pirâmide seria a qualidade de movimento. O Thomaz está com o meio da pirâmide maior que a base, o que chamamos de overperformance, ou seja, ele está com muita força e potência para pouca estrutura de fundação. Meu objetivo é trabalhar toda essa base da pirâmide e fazer essa repadronização dos padrões de movimento, para que, durante a pré-temporada, trabalhemos em todos os pontos fracos que iremos descobrir. Óbvio que já temos o histórico do Thomaz, mas ainda estamos em trabalho de avaliações, com todas as interpretações minhas, do médico e do fisioterapeuta”, relata André que em meados de novembro sentará com o staff do tenista para avaliar os detalhes negativos dele e montar o plano da pré-temporada que deve ser feita na academia IMG em Bradenton, na Flórida, e pode durar até seis semanas.

“Na minha opinião trabalharam muito o que Bellucci já tinha de qualidade ao invés do que ele fazia mal. A parte de resistência de potência é um dos pontos a ser trabalhado, é o que está faltando pra ele ter confiança para poder jogar partidas mais longas e pontos mais longos.”

Outro ponto que já vinha sendo trabalhado nas últimas semanas e continuará como foco é o da prevenção: “Já sabemos que o foco será na resistência de potência e trazer essa qualidade de movimento que vai dar suporte a toda força e potência que ele já tem e fazer com que ele desenvolva seus golpes da melhor maneira possível e gerando o menor estresse possível para seu corpo, que é o que vinha acontecendo”.

Cunha, que vai acompanhar Bellucci na pré-temporada e nos torneios mais importantes do atleta em 2014, está otimista para a próxima temporada do brasileiro: “Desde a lesão no abdômen esse é o momento que vejo o Thomaz melhor de físico, mais motivado e com vontade de estar na quadra. Acredito que ano que vem será um grande ano pro Thomaz, podemos esperar um novo Bellucci para 2014 com boa perspectiva porque o que quero bater na tecla dos pontos fracos dele e não melhorar o que já faz bem.”
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