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Desiludido com a ATP, Nadal não quer saber de política no tênis

Terça, 08 de outubro 2013 às 17:24:25 AMT

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Tênis Profissional
Rafael Nadal já formou parte da cúpula de tenistas do Conselho de Jogadores da Associação dos Tenistas Profissionais onde lutou por uma redução dos torneios no piso duro. Sem sucesso, o espanhol deixou o cargo no início do ano passado e não quer saber de política no esporte.

Apesar das 26 vitórias e apenas uma derrota na superfície dura este ano e os quatro títulos conquistados, o espanhol ainda acredita que a superfície danifica o corpo do jogador.

"Estou realmente fora da poçítica, não quero estar envolvido em política no tênis. Sei que mesmo que você tenha ideias fortes e se acredita que mudanças são possíveis, sempre há um muro que impossibilita que se vá adiante", disse o atual número 1 do mundo.

"Digo que é algo que será justo para as próximas gerações se eles forem capazes de jogar em uma superfície mais fácil para o corpo para ter uma carreira mais longa. Assim serão mais saudáveis quando terminarem suas carreiras. Algo que talvez eu não possa ter".

Djokovic concordou com a mudança com ritmo lento no circuito: "São mais de cinco anos que todos estão buscando formas diferentes de buscar algo de efeito com o calendário, torneios, diferentes formatos. Mas o sistema é muito difícil de mudar".

"Entendo o motivo pelo qual o Rafa (Nadal) diz ter tido o suficiente sobre isso pois no fim das contas não se pode fazer isso sozinho. É mais profundo".

Nadal foi acompanhado por Andy Murray nas mais duras críticas com o calendário incluindo a possibilidade levantada pelo britânico de uma greve há cerca de dois anos.

Nadal inclusive criticou Roger Federer sobre não dar um posicionamento duro para manter a boa reputação, durante o Australian Open de 2012: "Quando digo o que digo é porque é algo que sinto. Se alguém da ATP me perguntar, direi as mesmas coisas, mas como sempre nada irá mudar".
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