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Ferrer: 'Jogar outra final de Grand Slam é o que me motiva'

Terça, 24 de setembro 2013 às 12:39:34 AMT

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Tênis Profissional
David Ferrer, quarto do ranking da ATP, concedeu uma longa entrevista ao jornal espanhol Las Provincias de Valência. Dentre inúmeros assuntos, Ferrer falou sobre suas motivações para jogar aos 32 anos e cobrou das autoridades espanholas justiça real para o caso Operação Porto.

Questionado se acredita que possa vencer um Grand Slam, Ferrer põe os pés no chão: "Tomara, mas a cada ano que passa fica mais complicado. Fisicamente, querendo ou não demora mais se recuperar. De qualquer forma, nunca havia chegado a uma final de Grand Slam e em Roland Garros pude conseguir. Não estive perto de vencê-la porque Rafa (Nadal) foi superior a mim, mas meu objetivo é estar entre os melhores e ter a oportunidade de disputar outra final. Isso é algo que me motiva muito".

O espanhol explicou que "há muitas circunstâncias" para se chegar a uma final de Slam e repete o discurso de trabalho duro: "O importante é manter a regularidade e estar entre os melhores. Se conseguir, terás mais possibilidades", disse.

Ferrer disse estar sempre evoluindo, mesmo aos 32 anos: “Sempre se pode melhorar, tenha a idade que tenha, tanto em nível pessoal como no profissional. Tento melhorar um pouco o saque, chegar a um golpe mais seco, pesado. Logo a volear e ser mais agressivo. O tênis evoluiu a alta potência e força, sobre tudo no saque. Tenho que evoluir e seguir mantendo o resto e jogar um pouco mais agressivo em certos momentos”, pontuou.

Desconhecendo a situação de doping da compatriota Nuria Llagostera, Ferrer foi perguntado sobre a situação do doping no tênis. "O tênis é um esporte limpo. Não é um esporte físico como se disseram. Há alguns casos que ponho a mão no fogo para dizer que são circunstanciais", disse o espanhol sem citar algum caso de punição específico.

David pontua que em alguns casos atletas se "dopam" mais por desatenção do que necessariamente buscando uma evolução física. "No fim, cada um toma suas decisões e pode se cometer erros. Há gente trapaceira. A gente trapaceira, fora, tolerância zero", disse incisivamente.

O espanhol ainda cobrou revisão dos julgamentos da Operação Porto, que "manchou o esporte espanhol como um todo". "Há que ter justiça para todos, tanto para políticos como para atletas", pediu sobre o caso.

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