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Guga recebe homenagem da ATP e revela desejo por enfrentar Nadal

Terça, 30 de julho 2013 às 11:14:42 AMT

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Tênis Profissional
Por Ariane Ferreira - Nesta terça-feira, foi dada sequência da campanha ATP Heritage – um conjunto de comemorações pelos 40 anos do ranking mundial no masculino. O evento homenageia todos os tenistas que terminaram o ano como Nº 1 e hoje foi a vez de Gustavo Kuerten.

Foto: Patrícia Cageggi

André Silva, ATP Chief Player, iniciou sua fala lembrando que a campanha ATP Heritage foi criada pelo falecido presidente da ATP, Brad Drewett. “Gostaria de reconhecê-lo pela visão de buscar a história do tênis, da ATP, para que as pessoas não se esqueçam destas grandes lendas do tênis”.

Guga relembrou o momento em que se tornou número um do mundo com alegria: “Ganhei do Sampras e do Agassi, dois dias seguidos. O que foi um grande feito. O Agassi era o número um daquele ano. Me lembro de eu sacando 40/30, mas eu sabia que ia ganhar, foi muito emocionante“. "Aquela foi provavelmente a melhor atuação que eu tive em uma quadra de tênis. Acho que por isso eu fui número um do mundo, porque acreditei, todos acreditaram"

O manezinho da ilha fez questão de lembrar e agradecer quem o ajudou a chegar ao topo do mundo do tênis: “Larri me fez enxergar coisas que eu e minha família jamais imaginávamos. Me abriu o caminho, me ajudou, foi inspiração, como meu pai, que é o maior símbolo disto".

Perguntado sobre quem dos 16 tenistas que finalizaram o ano como líder do ranking gostaria de enfrentar: “Nadal me deixa um pouquinho mais cômodo, tem nome latino. Joguei com uns cinco destes acho que já está bom. Mas o (Bjorn) Borg é um que seria interessante, mas ele tinha aquele estilo saque e voleio, que eu não gostava muito de enfrentar. Imagina enfrentar o Jimmy Connors nos Estados Unidos, imagina? Devia ser animal. Eu lembro muito de uma derrota minha para o Sampras, em Miami, que tinha uns 10 mil americanos e uns 2 mil latinos, parecia clima de Copa Davis. É algo inesquecível”.

“Toda a vez que eu lembro daquele momento em que eu fui número um. Minha vó e minha mãe gritando: ‘falta um’, é tudo muito emocionante. Destes aí do Heritage, acho que vou esperar o Nadal ficar mais velho, contra outros acho que posso tirar a vantagem da idade”, brincou.

Guga foi perguntado sobre como era ser referência clara a nomes como Novak Djokovic: “Isso é o tipo de coisa que eu ainda não consegui chegar tão bem. Ao longo dos anos acho que vou entender cada vez melhor. Quando eu era criança a gente brigava e eu logo corria e pegava o (John) McEnroe, eu só queria ser ele então faz parte da fantasia. Mas isso que vem de alguém como ele é incrível, mas eu ainda não digeri.”
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