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Murray: 'Vivo no limite entre lesões e doenças'

Quinta, 28 de março 2013 às 18:56:42 AMT

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Tênis Profissional
Em entrevista dada ao jornal britânico The Telegraph, Andy Murray revelou que o esforço para se manter entre os melhores com os jogos e treinos tem o levado a ficar no limite de lesões e até doenças. O número três do mundo está na semifinal em Miami. Foto: André Valle

“Sinto que estou num estágio que se eu fizer muito, me machuco", disse o britânico: "Quando estou treinando, ficou cheio de dorzinha no final. É preciso lidar com elas bem pro trabalho ser bem feito. E daí vem algum torneio e é preciso estar 100%", revelou o natural de Dunblane que chegou a ser criticado pela ex-teniata Virginie Wade durante Roland Garros ano passado após jogar com dores nas costas contra Jarkko Nieminen.

"É preciso estar bem cauteloso nos dias de hoje com a quantidade de viagens e o quão duro algumas partidas são. Você corre o risco de perder dois ou três meses por conta de doenças. Seu sistema imunológico cai e você perde peso", disse: "Vem acontecendo com alguns tenistas a mononucleose, algo que é pra se tomar cuidado".

Murray se refere a exemplos como o do sueco Robin Soderling, parado há quase dois anos, e o próprio Roger Federer que sofreu com o problema em 2008.

"Não é fácil acertar a medida, mas uma vantagem de ficar mais velho é aprender as coisas, controlar melhor o dia, coisas necessárias quando se começa um torneio. Todo mundo que joga tem seus problemas e tem carreiras mais longas quem consegui administrar melhor isso".

"Muita gente da imprensa me pergunta porque demoro uma hora e meia pra vir pras coletivas. Se você não faz massagem, vai pra banheira de gelo, alongamento, come e seu oponente faz isso, eles têm uma vantagem. Estou bem melhor nessa preparação do que há dois, três anos atrás".

A preparação de Murray é de cerca de três meses e meio por ano em Miami: "Não pego trânsito e nem tenho problemas com clima ruim e comida ruim. Quando estou na Grã-Bretanha é preciso mudar de lugar quando chove. Levo mais tempo pra fazer as coisas lá, um deslocamento que demora 25 minutos pode chegar até a 45.Aqui não acontece isso, por isso que gosto. Normalmente eu não tenho problemas com aeroportos, curto as viagens, as cidades, os hotéis. Muita gente diz que amaria fazer o que faço e é bem legal quando se é mais jovem".

"Outro dia vi a Heather Watson (tenista britânica) reclamar que estava cansada. Não se pode ver a família todo o tempo e quando a fase não é boa, é preciso ver essas pessoas que o cercam para ter ajuda. Mas somos sortudos de vir da Grã-Bretanha, em Londres tem voo pra todo lugar. Mas pergunte pro Bernard Tomic, pros australianos, que ficam uns quatro meses fora de casa, sem família e amigos. Alguns desses caras quando voltam pra casa ficam loucos e selvagens pois tem poucos dias".
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