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Haas comemora feito: 'É uma das maiores vitórias da carreira'

Quarta, 27 de março 2013 às 09:13:27 AMT

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Tênis Profissional
A parte mental e a crença na vitória. Esses foram dois dos segredos para que Tommy Haas, o mais experiente no top 50 e tenista que completará 35 anos na próxima semana, derrotasse Novak Djokovic, o número 1 do mundo, na noite de terça-feira por 6/2 6/4. Foto: Getty Images

"Tive a mentalidade quando fui pro jogo e acreditei que o poderia vencer. Estou orgulhoso do que fiz contra um jogador que vem dominando o esporte nos últimos anos", resumiu Haas que usou um exemplo do torneio anterior, em Indian Wells.

"Fiquei frustrado pela maneira que joguei no último torneio com o Del Potro. Eu tinha um plano de jogo, mas nada funcionava e não tinha um plano B. Fiquei frustrado. Enfrentei o Novak em Xangai e Toronto ano passado. No Canadá foi uma batalha, ele foi melhor no final, mas fiquei feliz com meu nível lá".

"Hoje eu tinha um bom plano. As condições me favoreceram, estava um pouco duro com um vento estranho. Joguei muito bem e aproveitei as chances",destacou o germânico número 18 do mundo.

Haas passou por uma série de lesões e cirurgia no quadril nos últimos anos. Em 2012 na mesma época era o 145 do mundo e agora está no top 20 e vem desfrutando do circuito. Este foi apenas seu segundo triunfo sobre um atual número 1 repetindo Andre Agassi em 1999 na Grand Slam Cup na Alemanha. O alemão já havia sido número 2 do ranking: "É sempre um prazer enfrentar o número 1 em grandes torneios e quadras como esta. É por isso que jogo tênis. São os momentos que mais aprecio. Poder vencê-lo neste momento se torna uma das maiores vitórias da carreira, inacreditável".

Haas lembrou de outro triunfo parecido, na final de Halle, Alemanha, contra Roger Federer na final ano passado: "Lembro que em Halle consegui manter um alto nível por um jogo inteiro contra o Federer na final. Olhe, é louco o que esses caras fazem. Djokovic na forma dele nos últimos anos, Federer o que vem fazendo nos últimos oito ou nove anos e Nadal também. Então é especial o que consegui fazer essa noite".

O tenista detalhou que após sofrer a cirurgia no quadril, não esperava que conseguiria poder vencer o número 1 do mundo: "Passei ali por nove ou 12 meses de tratamento e retorno e só pensava em conseguir treinar de novo e conseguir algumas vitórias. Mas no meio do ano passado, por abril ou maio, senti que meu corpo se ajustou bem, e conseguia treinar legal. Se você não consegue isso, não pode bater nenhum top. Por sorte sou um cara que treino bastante e por isso me dou uma chance de poder ter essas vitórias. Hoje me sinto melhor do que nunca, é uma questão de nunca desistir".
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